4 cuidados da odontologia em pacientes com dificuldades motoras

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Um consultório odontológico adaptado garante grandes benefícios para pacientes com dificuldades motoras Descubra!

Cuidar dos dentes é uma atitude contínua que deve ser tomada por todas as pessoas — independentemente da faixa-etária, poder aquisitivo ou mesmo condição física. Dessa forma, é essencial que o dentista busque meios para facilitar o acesso de toda a sua clientela ao acompanhamento e tratamento odontológico, incluindo pacientes com dificuldades motoras.

Mesmo que não pareça tão evidente, as dificuldades motoras são uma circunstância bastante comum, a qual é vivida por milhões de pessoas em todo o país. Essas dificuldades incluem não apenas aqueles que possuem algum tipo de deficiência permanente ou limitação física momentânea, mas também quem está em uma idade mais avançada. A seguir, vamos mostrar como o dentista pode se preparar para prestar um bom atendimento nesses casos.

1. Acessibilidade no espaço

O cuidado mais básico diz respeito à organização do espaço físico tanto do consultório quanto dos meios para se chegar até ele. É fundamental que as vias de acesso sejam equipadas com rampas e corrimões. Além disso, é necessário que o piso não seja escorregadio e que, caso o ambiente esteja decorado com tapetes, eles sejam antiderrapantes.

Essa atenção à acessibilidade permite a locomoção de cadeirantes, facilita o acesso de pessoas que têm suas possibilidades de caminhar reduzidas e diminui os riscos de quedas. A viabilidade dessas medidas pode ser verificada quando se analisa o próprio consultório. A colocação de corrimões, por exemplo, fornece apoio aos pacientes, evitando que eles se machuquem ou não consigam se mover minimamente.

2. Ferramentas que podem ser utilizadas

É interessante que sejam usadas ferramentas que facilitem o tratamento de pacientes com dificuldades para a abertura mandibular. Elas podem ser de ordem técnica, com o emprego durante a consulta, ou de natureza adaptada, com o uso feito pela pessoa ou pelos seus familiares, como a confecção de um abridor de boca a partir de palitos de sorvete envolvidos em uma gaze.

3. Orientar o paciente

Outra ação muito válida é orientar o paciente quanto às medidas que minimizem as suas limitações de cuidados odontológicos, o que pode ser feito tanto por meio da explicação quanto da elaboração e a distribuição de folhetos explicativos. Isso é importante para o direcionamento da postura que ele — ou o seu cuidador — deverá ter na hora de cuidar da dentição.

Nos casos em que há a diminuição da motricidade manual para a escovação dentária ou problemas de mastigação devido a alterações da idade ou de alguma condição patológica, como as fases mais avançadas da doença de Alzheimer, esse tipo de orientação é essencial.

4. Conhecimentos interdisciplinares que podem ajudar durante o atendimento

Organizar adequadamente o consultório e enriquecê-lo com ferramentas de suporte, bem como expor dicas de orientação, investir na aquisição de conhecimentos interdisciplinares que auxiliem a melhorar a qualidade do tratamento são essenciais para um consultório que atenda pacientes com deficiências. Aqui, vale a pena tanto a obtenção de formação especializada — como cursos de aprimoramento em necessidades especiais —, quanto a busca por qualificação informal a partir da leitura de artigos e livros.

É possível encontrar conhecimentos nas áreas de gerontologia e geriatria para entender mais sobre o processo de envelhecimento e suas implicações para as funções motoras do corpo. Os campos de ergonomia e medicina — ortopedia e psiquiatria principalmente — fornecem subsídios importantes com vistas à criação de estratégias para melhorar o atendimento odontológico de pacientes com dificuldades motoras.

Gostou das informações deste conteúdo, leia mais sobre a saúde bucal de deficientes!

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