5 mitos sobre anestesia bucal que você precisa conhecer

 In Público em geral

Em alguns casos, há quem prefira sentir dor ao usar anestesia bucal. Nesse post, iremos desmistificar o assunto.

Existem muitas histórias falsas sobre os reais efeitos e riscos da anestesia bucal usada em um consultório odontológico. Muitas vezes, necessária para tratamentos que causariam dor insuportável ao paciente — como o canal.

A anestesia é cercada de mitos, o que pode amedrontar algumas pessoas, mas, na verdade, essa forma de insensibilizar a boca para o tratamento odontológico é segura e administrada por profissionais treinados para isso.

Neste artigo, desmistificamos 5 mitos da anestesia bucal. Conheça:

1. Gestantes não podem ser anestesiadas

Antes de tudo, é importante saber que nem todo tipo de anestesia é indicada para gestantes. É muito importante que o cirurgião-dentista saiba que a mulher está grávida e evite, por exemplo, vasoconstritores, que só podem ser utilizados se os benefícios superarem os riscos.

Atualmente, a lidocaína é o anestésico mais adequado para gestantes. Futuras mães podem e devem fazer consultas com odontologistas durante a gravidez. Diversos problemas de saúde bucal podem afetar o feto, logo, é importante que elas façam o pré-natal odontológico e reforcem os cuidados nessa fase tão especial.

2. Anestesia bucal não causa choque anafilático

O risco existe, mas é algo extremamente incomum e improvável. E se acontecer, tanto o profissional tem treinamento e equipamento na clínica para reverter a situação. Portanto, a preocupação com isso é usualmente exagerada.

Conhecido também como anafilaxia, o choque anafilático é uma reação alérgica severa e rápida caracterizada por uma queda de pressão combinada com taquicardia, algumas vezes com um edema na glote — que é a obstrução das vias respiratórias por um inchaço na região da garganta.

Outros materiais da odontologia também podem causar choque anafilático, como o flúor e até as resinas acrílicas. Mas essas reações são ainda mais incomuns.

3. Medicamentos usados pelo paciente não interferem na anestesia bucal

Sempre informe ao cirurgião-dentista se está usando algum medicamento, mesmo que seja algo de uso regular, como um anticoncepcional. Os efeitos de outros remédios podem potencializar ou anular a anestesia.

Uma inocente aspirina, inclusive, pode ter interações medicamentosas com as substâncias que serão usadas como anestesia, portanto, é fundamental que seu dentista esteja sempre bem informado.

4. Não existe anestesia bucal sem injeção

Existe uma anestesia que é injetada na pele por pressão, sem o uso de agulhas. Ela não pode ser administrada em todos os casos, mas é especialmente indicada para procedimentos rápidos ou em pessoas com fobia de agulhas.

Essa novidade também reduz o tempo de dormência do tecido, ao mesmo tempo que é absorvida com mais eficiência pelo organismo

5. Existe um exame para descobrir a alergia do paciente à anestesia

Ainda não existe nenhum exame confiável que possa dar ao cirurgião-dentista a informação de que seu paciente terá uma reação alérgica à anestesia.

A exceção são aqueles que já apresentam sintomas alérgicos em relação à borracha ou ao látex. Nesses casos, é possível antecipar que eles possivelmente terão problemas com a anestesia bucal.

A questão alérgica é tão curiosa que mesmo um paciente que já fez inúmeros procedimentos e nunca teve problemas com a aplicação da anestesia bucal pode um dia vir a ter um processo alérgico. Portanto, nesse caso, a prevenção aqui é ter sempre no consultório todas as condições para tratar e tentar reverter esse evento indesejado.

Agora que você já conhece esses 5 mitos sobre a anestesia bucal, aproveite e compartilhe esse post com seus colegas nas redes sociais!

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