Alerta: Chá preto tem grande concentração de flúor.

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Você sabia que o chá preto é mais a bebida consumida do mundo? Uma outra curiosidade é que ele pode apresentar concentrações de flúor mais altas do que se pensava. Apesar de parecer fantástico, essa informação deve servir de alerta aos fãs desse chá, é o que afirmam os integrantes de um grupo de pesquisadores do Medical College of Georgia.

“Mesmo com o flúor adicional entendemos que o consumo de 2 a 4 xícaras do chá, por dia, não prejudicaria ninguém. Uma solução é não deixá-lo muito forte. Prevenir o abuso nesse consumo pode cooperar para evitar problemas graves de saúde – como o da fluorose”, disse o professor de biologia oral na Faculdade de Odontologia da Geórgia – Dr. Gary Whitford.

Ele apresentou as suas descobertas a International Association of Dental Research, em uma recente conferência ministrada na cidade de Barcelona, Espanha. A maioria dos relatos publicados anteriormente apontavam para uma variação de 1 a 5 miligramas de flúor por litro de chá preto, mas esses novos estudos mostraram que o número pode superar as 9 miligramas ? o que é considerado alto e deve servir de alerta aos consumidores.

O flúor é conhecido por ajudar a prevenir as cáries dentárias, mas a ingestão a longo prazo de quantidades excessivas pode causar problemas ósseos. A média para uma quantidade muito segura/dia, varia de 2 a 3 miligramas, diariamente, considerando o consumo de água fluoretada, do creme dental e da alimentação. Seria necessário ingerir cerca de 20 miligramas por dia, durante 10 ou mais anos, para o aumento significativo do risco para a saúde óssea e para a integridade física das pessoas.

Para o Dr. Whitford – ?a concentração de flúor no chá preto foi subestimada pelos estudos anteriores. Isso ficou nítido quando ele começou a analisar os dados de quatro pacientes com fluorose esquelética avançada, uma doença causada pelo consumo excessivo de flúor e caracterizada por dores articulares e ósseas e alguns outros danos físicos em potencial. Embora seja extremamente rara nos Estados Unidos, o elo comum entre estes quatro pacientes foi o consumo de chá preto. Cada uma dessas pessoas bebeu de 1 a
2 litros/dia, por um prazo de 10 a 30 anos.

“Quando testamos as marcas dos chás, que esses portadores de fluorose bebiam, usando um método tradicional para a detecção de flúor, encontramos uma concentração muito baixa desse componente. Graças a essa dúvida, surgiu o interesse de reavaliarmos as formas de detecção dos sais e dos componentes de flúor disponíveis nos chás”.

Considerando que a planta base para o chá preto acumula grandes concentrações de flúor e do alumínio em suas folhas – cada mineral desses varia de 600 a mais de 1.000 miligramas por quilo de folhas ? não parecia lógica a quantidade informada nos rótulos desses produtos.

?Sabemos que quando as folhas são fervidas para o chá, boa parte dos minerais são liberados na bebida.
É curioso que a maioria dos estudos publicados sobre o chá preto, utilizaram um método de medição de flúor que não acusa a presença do fluoreto de alumínio insolúvel, uma vez que ele não é detectado pelo eletrodo de flúor?.

O Dr. Whitford e seu grupo compararam esse método com um novo método de difusão, que rompe o vínculo de fluoreto de alumínio, de modo que toda a concentração de flúor, disponível nas amostras dos chás pretos, pudesse ser extraída e medida.

Foi a partir dessa nova forma de detecção de flúor que verificaram esse incremento da concentração do íon Flúor. Ele testou sete marcas comerciais do chá preto, com o produto mergulhado, por cinco minutos, em água deionizada ( que não contém flúor).

Ao final do experimento, a quantidade de flúor obtida foi 1,4 a 3,3 vezes maior, pelo método de difusão do que pelo método tradicional.

A nova informação não deve impedir os bebedores de chá de seguirem com o seu hábito. A sugestão é para apreciarem o seu chá favorito, mas como tudo o que consumimos, com a devida moderação.”

Adaptado do artigo: http://www.medicalnewstoday.com/articles/194832.php

Prof. Rodrigo Guerreiro Bueno de Moraes
Cirurgião-Dentista | Mestre em Odontologia pela Universidade Paulista | Membro da Sociedade Brasileira de Periodontia e da American Academy of Periodontolog

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