Biossegurança é fundamental em um consultório odontológico

 In Para Dentistas, Público em geral

Quem tem um consultório sabe que há muitas coisas a serem pensadas para o bom funcionamento do negócio no dia a dia: estrutura física ideal, equipamentos necessários, constante aprimoramento técnico, buscas novas formas para atrair clientes, entre outras coisas. E tão importante quanto todos esses fatores é pensar em  biossegurança. No consultório odontológico, é possível encontrar microrganismos extremamente nocivos à saúde dos pacientes, e ficar atento a formas de se proteger é fundamental para a saúde, não apenas deles, mas de toda a sua equipe. Saiba mais sobre o assunto no post de hoje!

Biossegurança: um conceito importante

De acordo com informações da OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 25% dos pacientes levam doenças ao consultório. Isso faz com que o dentista seja considerado o terceiro profissional com mais chances de ser infectado durante sua jornada de trabalho. Se faz, então, extremamente importante a adoção de um conjunto de ações capaz de prevenir, minimizar e eliminar riscos preservando o meio ambiente e a qualidade dos resultados.

Quais são essas ações?

O controle da infecção causada pelos microorganismos é feito por meio de protocolos que visam a proteção do profissional e do paciente em todas as etapas de um atendimento em um consultório odontológico, desde o diagnóstico até a execução dos procedimentos. Dentre os exemplos mais pontuais e previstos estão: usar máscaras, luvas e gorros descartáveis,  protetores de pontas descartáveis (mesmo que as pontas estejam previamente autoclavadas e limpas com sabão neutro),  produtos químicos para a desinfeção do ambiente, papel filme para encapar equipamentos (esses devem ser  trocados a cada cliente), óculos de proteção e antisséptico para que o paciente faça bochecho antes de iniciar a consulta.

Também é necessário que, para a segurança do profissional, ele tenha em sua carteira de vacinação os registros das vacinas de hepatite A, de sarampo, de rubéola, de parotidite e de tétano.

Quais são as doenças que podem aparecer caso tais procedimentos não sejam tomados?

Como já dito, hepatite, sarampo, rubéola, tétano e dilatação nas glândulas salivares (parotidite) são doenças que podem ser evitadas caso os protocolos de biossegurança sejam tomados de maneira devida.  Porém, há outras que enfermidades que apresentam riscos dentro de um consultório odontológico, como o HIV, papilomavírus, herpes simples, herpes-zoster, mononucleose, gripe, conjuntivites, catapora, tuberculose e candidíase.

É importante salientar que, para que as ações de biossegurança tenham a eficácia necessária é preciso que todos os passos sejam seguidos à risca. Ou seja, se um dos procedimentos falhar, todos os outros serão expostos à contaminação cruzada. Por exemplo, mãos que já estejam calçadas com luvas necessitam de uma proteção a mais (sobreluva) na hora de tocar armários, instrumentos, canetas, óculos, cadernos. Assim que realizada a ação, a sobreluva deve ser retirada, a luva lavada e o procedimento retomado. É preciso tomar cuidado a cada detalhe!

Como pode ser visto, a biossegurança no consultório dentário é fundamental para o seu negócio. Afinal, com saúde não se brinca e cada detalhe esquecido ou não executado com total atenção pode acarretar danos para a saúde do paciente e para a sua.

Você tem feito todos os procedimentos de biossegurança em seu consultório? Deixe um comentário sobre o assunto!

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