Ciclo de debates: Boca Seca e Olho Seco – Atenção com esses sintomas

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Fonte: PortaldoEnvelhecimento.net

Na estréia do nosso ciclo de debates do blog ADORO SORRIR o tema da secura dos olhos e da boca ganha o devido destaque através dos depoimentos de quem entende do assunto.

A evolução do conhecimento científico sobre secura ocular e secura bucal provocou a aproximação de áreas, aparentemente distantes, como a oftalmologia e a odontologia.

A Síndrome de Sjogren ? uma doença auto-imune que envolve aspectos oculares, bucais, reumatológicos e psicológicos mostra o nível da integração necessária entre as ?disciplinas médicas? para o atendimento das necessidades dos nossos pacientes.

Uma das maiores referências brasileiras nesse segmento, o Dr. Sergio Felberg (que é Chefe do Setor de Córnea e Doenças Externas do Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo e doutorando da Escola Paulista de Medicina), fala sobre os aspectos clínicos e das possibilidades de tratamento dessa condição.

Além do médico, reunimos a experiência clínica e de pesquisa da Dra. Andreza Filgueiras ? cirurgiã – dentista, pós – graduada em Cirurgia Oral Menor e especialista em Estomatologia pela UERJ, além da experiência da Sra. Stella Dé Carli Cardoso (portadora de Síndrome de Sjogren, que durante anos coordenou a ONG Lágrima Brasil ? voltada a exaltação dos temas relacionados com essa importante alteração da saúde).

1. Os debatedores falam sobre os seus segmentos profissionais:

Dr. Sérgio Felberg, poderia nos explicar o que favorece a secura dos olhos?

Dr. Felberg: O ressecamento ocular é uma das condições mais frequentes na prática clínica oftalmológica. Didaticamente podemos dividir os portadores de olho seco em dois grandes grupos: o dos que produzem menos lágrima do que o esperado para a idade (chamado de “olho seco aquoso-deficiente”) e o dos que embora produzam lágrima em quantidade normal, sua composição e qualidade são alteradas, impedindo o desempenho adequado das suas funções na superfície ocular. Nesta condição, geralmente o filme lacrimal evapora muito rapidamente (chamado por isso de “olho seco evaporativo”). O grupo de portadores de olho seco “aquoso-deficiente” apresentam mau funcionamento das glândulas lacrimais principais e acessórias. São os portadores da síndrome de Sjögren, os usuários de medicamentos que apresentam efeitos anticolinérgicos, pessoas submetidas a tratamento por irradiação de cabeça e pescoço, pacientes com antecedentes de doenças infecciosas das glândulas lacrimais, dentre outros. Já os que apresentam rápida evaporação do filme lacrimal são os expostos a condições ambientais inóspitas como baixa umidade relativa do ar, ar condicionado, ambientes com correntes de ar ou locais empoeirados. Também fazem parte deste grupo os portadores de disfunção seborreica das glândulas palpebrais (blefarites) e os que apresentam doenças cicatriciais da conjuntiva como síndrome de Stevens-Jhonson, penfigóide ou vítimas de queimaduras oculares. Nesta categoria estão ainda os usuários de computadores, que em função da redução da frequencia do piscar na hora do trabalho e do calor e luminosidade do monitor, vão apresentar desconforto por ressecamento ocular transitório.

Dra. Andreza, poderia nos explicar o que favorece a secura bucal?

Dra. Andreza: São inúmeros os fatores que propiciam a secura bucal. Dentre eles merecem destaque os medicamentos. São mais de 500 drogas associadas com sintomas de boca seca, destacando-se os antidepressivos, anti-hipertensivos, anticolinérgicos, anti-histamínicos, diuréticos, antiinflamatórios, antineoplásicos, ansiolíticos, analgésicos, antipsicóticos, relaxantes musculares, anticonvulsivos e outras. A radioterapia que inclui as glândulas salivares no seu campo de tratamento, leva a uma profunda e permanente perda da função secretora da glândula afetada. O estresse, depressão e ansiedade também contribuem para tal fato bem como algumas doenças sistêmicas, como a doença de Parkison, hepatite C, hipotireoidismo, HIV, doença de Mikulicz, Síndrome de Sjögren, algumas doenças neurológicas, tumores e diabetes podem levar o paciente a apresentar boca seca, além de infecções de origem viral e bacteriana, menopausa, anorexia, respiração bucal, bulimia, alcoolismo, fumo, hipovitaminose A e até mesmo a idade.

Prezada Sra. Stella Dé Carli Cardoso, poderia nos explicar o que é viver com a sensação de secura dos olhos e da boca?

Sra. Stella: A Síndrome de Sjögren (SS), é uma doença auto-imune crônica, em que o sistema imunológico do paciente ataca, erroneamente, mas principalmente, as glândulas secretoras de lágrima e saliva. Pode também atacar qualquer orgão.
A fadiga e dores articulares comprometem significativamente a qualidade de vida do paciente com SS. A secura da boca, traz muito desconforto ao paciente de SS, deixando sua mucosa mais fina e pálida. Pode dar fissuras na língua, no ângulo da boca, que se chama queilite angular, e gengivites.

Todo cuidado é pouco. O paciente com SS tem que se conscientizar em ingerir muito mais líquido do que um indivíduo comum faria, manter a boca bem limpa usando fio dental, escovas macias, escovas intradentais e escovação após ingerir qualquer alimento.
Recomenda-se o uso de pasta de dente não abrasiva, enxaguatórios sem alcool e saliva artificial gel, o que no momento está em falta no mercado nacional.

Mascar chicletes dietéticos também ajuda no aumento de saliva, pois a ação mecânica estimulará as glândulas salivares. Bochechos com leite de magnésia ou água morna com um pouco de bicabornato ajuda a modificar o PH da mucosa oral.
Ao deitar não se esqueça de lubrificar as narinas com soro fisiológico, e usar na boca saliva artificial.
Quanto aos olhos secos, faz-se necessário o uso de lágrimas artificiais que poderão ser indicadas pelo oftalmologista que estiver acompanhando o paciente com Sjögren, sugerindo lágrimas mais ou menos viscosas dependendo da necessidade do paciente.
Compressas com soro fisiológico gelado dá muito alívio aos olhos secos.
O uso de óculos de sol e anteparo lateral protegerá contra a ação de vento e luz, trazendo mais comodidade ao paciente com SS.
Uma recomendação é o acréscimo da linhaça dourada (rica em ômega 3 e 6) todos os dias em sua alimentação, podendo ser adicionada ao yogurte ou ao mamão no café da manhã. No meu caso melhorou a secura de maneira geral e reduziu o uso da saliva e lágrimas artificiais.

2. Pontos de vista:

Qual o seu ponto de vista sobre a síndrome de Sjögren?

Dr. Felberg: Também conhecida como “sindrome seca”, a é uma doença sistêmica, de etiologia multifatorial, porém, com provável disfunção do sistema imunológico. Nesta situação as glândulas exócrinas, principalmente as salivares e lacrimais, são alvos da “confusão” imunológica, ou seja, o sistema imune ataca as próprias glândulas dos pacientes ao confundi-las com estruturas non-self (que não fariam parte da constituição do paciente). Seu desenvolvimento é lento e progressivo e leva à destruição dos ácinos secretores das glândulas lacrimais e salivares que são substituídos por tecido fibroso não secretor, desencadeando os dois principais pilares diagnósticos da doença que são o olho seco (xeroftalmia) e a boca seca (xerostomia). Embora possa acometer indivíduos de ambos os sexos e de todas as idades, sua maior incidência está entre mulheres a partir da quarta década de vida. Outras mucosas podem ser afetadas, como a uro-genital, a do trato respiratório e gastrintestinal. Desta forma, os pacientes devem sempre receber atenção multidisciplinar sendo o oftalmologista, o reumatologista e o dentista os profissionais que se inter-relacionam para o tratamento destes pacientes.

Qual o seu ponto de vista sobre a Síndrome de Sjögren?

Dra Andreza: A Síndrome de Sjögren ( SS )é uma reação inflamatória crônica de origem auto-imune, em que o sistema imunológico, através da infiltração de linfócitos, desencadeia uma resposta contra as glândulas exócrinas produtoras de lágrima e saliva, podendo ainda envolver o tecido conjuntivo provocando distúrbios sistêmicos.
Cogita-se que a Síndrome de Sjogren possa dispor de uma infecção prévia como causa primária.Isso levaria a uma resposta imunológica que ocasionaria um processo auto-imune. Dessa forma, anticorpos seriam formados contra diversos órgãos (principalmente contra as glândulas parótidas), que poderiam apresentar tumefação, normalmente, bilateral indolor ou levemente sensível podendo ser intermitente ou persistente.

No entanto, múltiplos fatores provavelmente estão envolvidos com a sua causa, dentre os quais os genéticos, viróticos, hormonais ou suas interações.
A síndrome ocorre em todos os grupos étnicos e raciais. Calcula-se que a doença afete 0,2% a 3% da população mundial, predominantemente mulheres, com 50 anos de idade em média, principalmente no período da menopausa, o que confirma a importância das disfunções hormonais no desenvolvimento da doença, embora possa ocorrer também em crianças, adolescentes e adultos jovens.
Apresenta como principais sinais e sintomas a secura nos olhos e na boca, responsável por um quadro de xeroftalmia e xerostomia, podendo também atingir pele, nariz e vagina, assim como os rins, vasos sangüíneos, pulmões, fígado, pâncreas e cérebro.
Olhos com a sensação de corpo estranho, areia ou queimação, sensibilidade à luz são sintomas associados a xeroftalmia enquanto os sintomas relacionados a xerostomia são: ardência bucal, dificuldade de trituração, deglutição e fala. Necessidade de ingestão freqüente de água, voz rouca, língua dolorida ou rachada, lesões ulceradas na boca, infecções freqüentes na cavidade bucal, risco aumentado para cáries, doenças periodontais e candidíase, língua saburrosa, mudança no paladar com gosto metálico freqüente completam o quadro clínico.
Quando a Síndrome de Sjögren ocorre de forma isolada, sem a presença de outra doença de tecido conjuntivo, é chamada de S.Sjögren Primária, forma da doença na qual os sintomas xerostomia e xeroftalmia apresentam-se mais exacerbados. No entanto, quando estes sintomas são acompanhados de um distúrbio do tecido conjuntivo como lúpus eritematoso, esclerodermia, ou mais comumente a artrite reumatóide é empregada a designação de S.Sjögren Secundária.

Como reagiu ao saber que era portadora de síndrome de Sjogren?

Sra. Stella: De ínicio fiquei um pouco assustada, pois nunca havia ouvido falar da Síndrome de Sjögren. Procurei me inteirar das causas e efeitos e me tratar com um bom reumatologista, sabendo que precisaria de uma equipe multidisciplinar que incluía o oftalmologista, dentista, ginecologista, etc…, a medida que outros sintomas fossem aparecendo.

3. Existe um problema mais freqüente?

A secura bucal é mais ou menos frequente do que a ocular nos pacientes com síndrome de Sjögren?

Dr. Felberg: Os ressecamentos bucais e oculares sempre acontecem em maior ou menor grau nos portadores da síndrome de Sjögren. A regra é que ocorram simultaneamente embora alguns pacientes apresentam durante a evolução da doença, sintomas mais exuberantes ora nos olhos, ora na boca. Como regra geral, a síndrome na sua forma primária (ou seja, acometendo exclusivamente as glândulas exócrinas, sem envolvimento de outras doenças do tecido conectivo) causa mais boca seca do que olho seco. Já a chamada síndrome de Sjögren secundária, que ocorre quando os pacientes apresentam além do envolvimento das glândulas exócrinas outras mesenquimopatias, como a atrite reumatóide, lúpus eritematoso sistêmico, poliaterite nodosa, esclerodermia, costuma causar mais olho seco do que boca seca.

Considerando os pacientes que acompanha, a secura bucal é mais ou menos frequente do que a ocular nos portadores de síndrome de Sjögren?

Dra. Andreza: De acordo com a minha experiência clínica os dois sintomas apresentam percentuais muito próximos. Pois analisando um grupo de 182 pacientes atendidos na Clínica de Especialização da UERJ portadores de Síndrome de Sjögren, observamos que 96% dos pacientes apresentavam sensação de olho seco (xeroftalmia) e 95% apresentavam a sensação de boca seca (xerostomia).

Na sua visão, qual a situação de solução mais difícil para um portador de síndrome de Sjogren?
Sra. Stella: Na verdade existem algumas situações difíceis, entre elas fechar com maior rapidez o diagnóstico, o preço dos medicamentos e a falta de suporte na rede de saúde pública.

4.Boca, cuidados pessoais e a síndrome de Sjögren:

Qual a sua recomendação com relação à secura bucal destes pacientes?

Dr. Felberg: Posso afirmar, acompanhando estes pacientes há mais de uma década, que o diagnóstico e o acompanhamento bucal é subdiagnosticado e também subvalorizado não só pelos oftalmologistas e reumatologistas, como também por dentistas não familiarizados no acompanhamento específico de pacientes como ressecamento bucal severo. É impressionante a quantidade de pacientes que pudemos acompanhar que nunca foram referenciados para acompanhamento da sua condição bucal, embora apresentassem cáries de repetição, mau hálito, perda de dentes, úlceras orais, dificuldade para deglutir alimentos sólidos, etc. Nossa recomendação é sempre encaminhá-los para um profissional especializado e que esteja habituado a assistir pacientes nesta condição, tão logo o diagnóstico da síndrome de Sjögren seja estabelecido, tanto para os pacientes da clínica privada como os dos hospitais públicos. Mantemos contatos regulares com os dentistas e reumatologistas, já que muitas vezes a estratégia de tratamento envolve a utilização de medicamentos sistêmicos que podem repercutir na evolução das diversas manifestações da síndrome.

Considerando os recursos de higiene bucal e de hidratação disponíveis o que recomenda e o que deve ser evitado pelos pacientes com secura bucal e Sjogren?

Dra Andreza: O paciente deve evitar drogas anticolinérgicas sistêmicas ou tópicas, assim como fatores psicológicos que exacerbem seus sintomas. Qualquer indício de alterações dentárias ou da mucosa oral deve ser tratado vigorosamente, já que pode evoluir para perda dos dentes e lesões importantes da mucosa oral. O paciente deve ser avaliado periodicamente quanto à presença de candidíase, que transforma uma boca seca em boca dolorosa e de sintomatologia muito importante. Devido ao risco aumentado de cáries podem ser indicados a aplicação de fluoretos tópicos e o reforço da higiene bucal bem como uma terapia antifúngica para tratar a candidíase secundária.

Você considera que o mercado de produtos para auto cuidados em saúde dispõe dos recursos necessários para a preservação de boa lubrificação das mucosas e uma prática confortável e segura da higiene necessária aos que portam síndrome de Sjogren?

Sra. Stella: Vamos por partes: no que se refere a produtos para os olhos, são muito bons, porém, com preços elevados para o padrão médio de nossa população. Para as mucosas da vagina e nasal os produtos são adequados, entretanto, para a mucosa oral existem poucas opções com preços muito elevados comparados com os produtos desta linha no exterior.

5.Falando sobre a experiência com a síndrome de Sjögren:

Que tipo de trabalho é desenvolvido no Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo com pacientes portadores de síndrome de Sjögren?

Dr. Felberg: Em 1998, fundamos no Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo o Ambulatório de Superfície Ocular e Lágrima (SOL), formado por grupo de oftalmologistas especialistas em Córnea e Doenças Externas que se dedica a atender e estudar pacientes que apresentam doenças da superfície ocular, dentre elas a síndrome de Sjögren. Diversas pesquisas de alto nível e reconhecido valor científico foram, ao longo desta última década, desenvolvidas neste ambulatório e publicadas nas revistas especializadas, seja com relação aos métodos diagnósticos ou então terapêuticos utilizados nos pacientes com síndrome de Sjögren. A relação estreita com outros Departamentos da faculdade, principalmente o de Reumatologia e o de Otorrinolaringologia foram fundamentais neste processo. O número de pacientes com a síndrome, cadastrados no Ambulatório, não para de crescer em função da referência que seu atendimento se tornou, o que permitiu que nos familiarizássemos muito com esta condição pouco vista nos consultórios privados. Além disso, promovemos encontros científicos multidisciplinares, com outros profissionais que assistem os pacientes, contanto inclusive com a presença dos próprios pacientes e seus familiares, para ensinarmos e aprendermos mais sobre esta doença. Em breve pretendemos disponibilizar um site amplo e completo, ainda em construção, para educação continuada dos profissionais que se interessam pela doença, com espaço também dedicado aos pacientes com síndrome de Sjögren para que possam conhecer mais sua condição, melhorar sua qualidade de vida e expressarem-se a respeito das experiências vividas e trocadas com outros doentes. sergiofelberg@gmail.com

Comente sobre sua experiência profissional e convívio com os portadores de síndrome de Sjogren?

Dra Andreza: Minha experiência profissional e pessoal com portadores da Síndrome de Sjögren tem sido muito feliz. Logo quando ingressei no meu curso de especialização em Estomatologia na UERJ comecei a realizar pesquisas relacionadas ao diagnóstico da síndrome e a qualidade de vida dos pacientes portadores juntamente com a associação Lágrima Brasil e com a Clínica de Reumatologia da UERJ e contando sempre com o apoio da TePe e Laclede que possuem produdos de excelente qualidade não só para quem tem a síndrome, mas para todos de um modo geral. Hoje já são 3 anos de contínuas pesquisas e gratificantes resultados.

Fale sobre a sua experiência com o 3o. setor, na luta pelo acesso a qualidade de vida dos portadores de síndrome de Sjogren?

Sra. Stella: Embora não esteja mais fazendo parte do Terceiro Setor, ainda há muito a ser conhecido tanto pelos pacientes de SS, bem como por médicos e dentistas.

6.Considerações finais:

Qual a sua sugestão aos interessados no tema?

Dr. Felberg: Que continuem o seu aprimoramento e na busca por novas evidências que auxiliem o tratamento dessa condição. Tenho certeza de que as ferramentas de pesquisa como o Pub Med e outras bibliotecas virtuais facilitaram o acesso dos profissionais de todo o mundo aos temas e as pesquisas científicas qualificadas. Também fico ao dispor dos leitores pelo sergiofelberg@gmail.com para colaborar com a melhor compreensão desse problema de saúde que conduz a integração das áreas de saúde para o atendimento desses pacientes. Obrigado ao ADORO SORRIR pela oportunidade!

Qual a sua sugestão aos interessados no tema?

Dra. Andreza: Para as pessoas que suspeitam estar com a Síndrome de Sjögren recomendo procurar um reumatologista e posteriormente um oftlamologista e um estomatologista para então concluírem o diagnóstico. Tendo o diagnóstico concluído inúmeros são os cuidados para se ter uma qualidade de vida satisfatória. Consultas a médicos e dentistas devem ser freqüentes para um acompanhamento minucioso da evolução da doença.

Qual a sua recomendação aos interessados pelas questões referentes à síndrome de Sjogren?

Sra. Stella: Procurem se associar, aproximarem-se de outros pacientes em ambulatórios de reumatologia de Hospitais Públicos e Universitários, para que desta forma possam trocar suas experiências sobre a Síndrome de Sjögren.

O ADORO SORRIR agradece ao Dr. Sérgio Felberg, a Dra Andreza Filgueiras e a estimada Stella Dé Carli Cardoso pela colaboração na elucidação do tema. Em breve os leitores do ADORO SORRIR poderão usufruir de novas entrevistas e de outros ciclos de debates.
Aos pacientes e interessados fica registrada a recomendação sobre o trabalho da APOS, Associação dos Portadores de Olho Seco, que existe para oferecer apoio, educação e informação a todos os familiares e pacientes portadores de olho seco. Trata-se de uma organização não governamental (ONG), sem fins lucrativos e independente. Sua sede fica na Rua Tamandaré, 693, 5º andar ? Liberdade, São Paulo, telefone (11) 3208-8727, e-mail apos@apos.org.br / www.apos.org.br.

Se você tem alguma sugestão sobre novos temas que gostaria de ver em debate, deixe o seu comentário no link abaixo de cada postagem. A sua opinião é sempre bem vinda!

Prof. Rodrigo Guerreiro Bueno de Moraes
Cirurgião-Dentista | Mestre em Odontologia pela Universidade Paulista | Membro da Sociedade Brasileira de Periodontia e da American Academy of Periodontology

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