Como a esclerose lateral amiotrófica se relaciona com a salivação em excesso?

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A salivação em excesso pode ser provocada por processos naturais como a gravidez e o nascimento dos dentes nos bebês. Mas também está associada a processos patológicos, como estomatite, doença do refluxo gastroesofágico, raiva, sífilis e tuberculose e doenças neuromusculares, como a esclerose lateral amiotrófica (ELA). Quer entender como essa doença se relaciona com a salivação em excesso e como é possível controlar esse sintoma? Confira o nosso post!

O que é a esclerose lateral amiotrófica?

A esclerose lateral amiotrófica — também conhecida como doença de Lou Gehrig — é a doença degenerativa mais comum no sistema neuronal motor. A doença geralmente se inicia com o envolvimento dos membros inferior, deixando o andar desajustado e com um grande número de tropeços e quedas.

À medida que a doença progride,  músculos de outras regiões do corpo também vão sendo afetados, inclusive os responsáveis pela deglutição. Em 25% dos casos, esses músculos são os primeiros a serem afetados, com o paciente apresentando rouquidão e engasgos como os sintomas iniciais.

Como a ELA provoca salivação em excesso?

A ELA não chega a afetar a produção de saliva, mas dá a impressão de que a quantidade de saliva aumentou devido aos movimentos descoordenados de deglutição. Uma vez que o paciente não consegue engolir a saliva, ela permanece na boca.

O mesmo mecanismo explica a salivação em excesso em pacientes com transtorno do espectro do autismo, síndrome do X frágil, síndrome de Down, paralisia cerebral, demência, doença de Parkinson, esclerose múltipla, miastenia gravis e acidente vascular cerebral.

Quais as consequências da salivação excessiva?

Além do desconforto, a saliva pode escorrer para fora da boca e provocar irritações na pele e ainda provocar engasgo, principalmente na hora das refeições.

Como é o tratamento da esclerose lateral amiotrófica?

Infelizmente, não há cura para a ELA, e a doença pode levar ao óbito em, em média, 3 anos após o aparecimento dos sintomas. No entanto, esse período pode ser estendido com o controle dos sintomas, garantindo-se uma qualidade de vida considerável para os pacientes.

Como a salivação em excesso pode ser controlada?

Inicialmente, basta que o paciente esteja consciente desse excesso e se esforce para deglutir a saliva regularmente, levantando o queixo para o alto. Pode-se também remover a saliva com o auxílio de lenços de papel, evitando que ela escorra.

Algumas mudanças nos hábitos alimentares também ajudam, sendo necessário evitar alimentos muito ácidos ou muito doces, já que eles estimulam a secreção de saliva, reduzir o tamanho das refeições e aumentar a frequência delas.

Medicamentos anticolinérgicos ou simpaticomiméticos também podem ser benéficos, reduzindo a produção de saliva. Mas também podem provocar efeitos colaterais, como sedação leve, tontura, dificuldade de urinar e taquicardia. Outros tratamentos incluem ainda a aplicação de toxina botulínica ou a irradiação das glândulas salivares.

Em casos mais avançados, em que essas medidas não forem suficientes para controlar a salivação, pode-se fazer uso de um aparelho de sucção portátil. O equipamento é operado por baterias e pode ser utilizado em casa sem muitas dificuldades.

Entendeu a relação da esclerose lateral amiotrófica com a salivação em excesso? Se tiver alguma dúvida é só deixar um comentário pra gente!

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