Como andam as escovas de dentes dos pacientes das UTIs?

 In Público em geral

Você já viu essa cena em alguma UTI? É hora de mudar essa página…

Um estudo cientifico comprovou que as escovas de dentes, usadas por pacientes hospitalizados, são regularmente infectadas por algumas bactérias temidas no ambiente das UTIs. Pior foi constatar que essas cepas podem se manter ativas, mesmo após a desinfecção das escovas com agentes químicos, como a clorexidina, por até três dias.

Fica evidente que essa é mais uma das justificativas que sustentam a inclusão da odontologia na rede hospitalar e nas UTIs. Só o dentista pode pormenorizar os cuidados necessários a essa prevenção fundamental ao controle da infecção hospitalar, pelo fato de se manter atualizado e reciclado sobre esse tema específico, de maneira constante.

Tramita na câmara dos deputados um projeto de lei, do deputado carioca Neilton Mulim, que inclui o cirurgião-dentista na equipe multidisciplinar, que assiste a essa importante divisão médica das Unidades de Terapia Intensiva.

No dia 16 de outubro, profissionais de todos os cantos do país participam do congresso da AMIB (Associação de Medicina Intensiva do Brasil),em Brasília, para discutir os rumos da integração das disciplinas da odontologia com o ambiente hospitalar.

Acompanhe os resultados dessas discussões pelo nosso blog.

A referência do estudo citado é a seguinte:
Itzhak Brook; Alan E. Gober. Persistence of Group A {beta}-Hemolytic Streptococci in Toothbrushes and Removable Orthodontic Appliances Following Treatment of Pharyngotonsillitis. Arch Otolaryngol Head Neck Surg.
1998; 124(9): 993-995.

Prof. Rodrigo Guerreiro Bueno de Moraes
Cirurgião-Dentista | Mestre em Odontologia pela Universidade Paulista | Membro da Sociedade Brasileira de Periodontia e da American Academy of Periodontology

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