Como melhorar hábitos de higiene bucal dos seus pacientes

 In Para Dentistas

Cuidar da higiene bucal é a primeira, segunda ou terceira coisa que deve feita após acordar, não é mesmo? Mas parece que nem todo mudo pensa (ou age) assim, revelam pesquisas. Neste artigo, vamos entender que as razões podem ser muitas, mas nenhuma é desculpa para deixar a saúde bucal de lado. Acompanhe!

Hábitos de higiene bucal dos brasileiros

Duas pesquisas recentes mostram como andam nossos hábitos de higiene bucal. Uma foi feita pela Gfk (uma conceituada empresa alemã de pesquisa de mercado), que afirma que a rotina regular da higiene bucal é a segunda maior preocupação com a saúde para 68% dos brasileiros, mas poucos são os que realizam uma limpeza bucal diária eficaz.

Dicas para melhorar os hábitos de seus pacientes

Os erros são muitos, mas dá para melhorar hábitos de higiene bucal dos seus pacientes usando algumas técnicas, como explicar os porquês dos hábitos saudáveis e usar a psicologia ao encorajar os pacientes a mudar certos hábitos. Vale a pena investir um pouco de seu tempo — às vezes além do tempo da consulta — para atingir seus objetivos. Confira algumas dicas:

Reforce a importância da escovação após as refeições

Um erro comum é esquecer-se de orientar os pacientes sobre a escovação após as refeições. O ideal é esperar 30 minutos para escovar os dentes após o almoço, que é o tempo necessário para que haja a neutralização do pH dos alimentos e bebidas ingeridas.

Oriente-os sobre a escova certa

Mesmo após a recomendação dos dentistas sobre o uso de escovas de cerdas macias, muitos pacientes insistem em usar escovas muito duras.

Para mudar essa atitude, não basta falar qual a escova ideal, mas sim explicar o motivo de seu uso, pois para muitas pessoas parece intuitivo crer que cerdas duras limpam melhor os dentes. Mostre “o que não fazer”, em um molde de dentes, que cerdas rígidas causam desgaste do esmalte dental e retração gengival.

É importante mostrar que colocar muita força, usar escovas desgastadas e escovar os dentes com muita frequência são atitudes prejudiciais, embora para leigos tais práticas possam parecem corretas. Se coloque no lugar de seu paciente (geralmente leigo) e imagine se os hábitos errados citados não parecem ser os corretos, sobretudo com relação à força e às várias escovações diárias. Ele pode pensar: “Como assim, devo escovar menos os dentes? Se escovo pouco é muito pouco, se escovo várias vezes ao dia, é muito!”.

Use formas alternativas de informar

Esclareça os motivos para o paciente entender os fundamentos das mudanças de hábito. Se necessário, utilize imagens, modelos, e planeje textos informativos e distribua aos pacientes. Use modelos de dentes para dentistas para mostrar o certo e o errado na hora da escovação e de passar o fio dental. Ninguém deve se sentir constrangido, nem o dentista, ao usar o modelo de dentes para mostrar tintim por tintim como escovar os dentes como se estivesse ensinando a uma criança — ainda que o paciente seja adulto —, nem o paciente que pode e deve tirar todas as suas dúvidas durante a explicação, mesmo que pareça uma dúvida banal.

Indique os produtos certos

Citar a importância do enxaguante bucal e as diferenças entre os tipos e as várias marcas também não deve ser negligenciado. A maioria das pessoas ainda acredita que os produtos com álcool são os melhores e isso precisa ser desmistificado. Ensinar a importância dos limpadores de língua para eliminar bactérias e evitar o mau hálito não deve ser esquecido.

Reforce a importância das visitas periódicas

Não há como enganar o dentista quanto à correta higienização bucal. É fato: todo dentista sabe que se seus pacientes cuidassem melhor dos dentes, não haveriam tantos casos de acúmulo de tártaro dental. A limpeza semestral seria feita de maneira rápida, sem sangramento e desconforto para o paciente.

Viu como pode ser fácil melhorar hábitos de higiene bucal dos seus pacientes? Aproveite para conferir também alguns fatores que podem contaminar sua escova de dente.

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