Entenda o que é a Sialolitíase e a importância do cuidado com as glândulas salivares

 In Público em geral

Mesmo tendo um nome um pouco incomum, a sialolitíase é uma patologia muito mais comum do que se imagina. Ela consiste no aparecimento de pedras ou cálculos nas glândulas salivares, conhecidas também como sialolitos. Essas pedras são resultado de uma concentração de cálcio, restos de alimentos e bactérias que podem trazer inúmeros incômodos, como dores e inchaços e exige cuidados especiais para que o quadro não evolua.

Para entender melhor sobre a doença e como cuidar das glândulas salivares, acompanhe o post de hoje!

Causas e sintomas da sialolitíase

A sialolitíase é uma doença predominante em homens de 30 a 50 anos — chega a ser até duas vezes mais frequente. Esta patologia atinge as glândulas salivares, onde surgem pedras decorrentes de calcificações na região e podem obstruir o duto salivar, impedindo a passagem da saliva. Os sialolitos podem variar de tamanho, que vão desde o um grão de milho até um caroço de azeitona.

O formato dos cálculos pode ser oval ou mais alongado, e as pedras podem aparecer nos três pares de glândulas salivares principais: as parótidas, submandibulares e sublinguais, podendo também atingir as glândulas menores. Entretanto, a maior parte dos casos acontece nas submandibulares, já que são compostas por grandes dutos que facilitam a formação das pedras.

O aparecimento das pedras e a saliva acumulada podem resultar em sintomas como dor e inchaço na região da mandíbula, que se manifestam na hora de se alimentar, quando maior parte da saliva é produzida e um grande fluxo é liberado para passar pela parte afetada. Após a refeição, é possível que o inchaço diminua, mas sempre voltará cada vez que a produção de saliva for estimulada. Por isso, é importante consultar um especialista para realizar o diagnóstico e iniciar o tratamento.

Diagnósticos

O profissional indicado para cuidar de casos de sialolitíase são dentistas especializados em Cirurgia bucomaxilofacial. Ele fará o diagnóstico através de análises do histórico do paciente, seguidas de exames por imagens, como radiografias com pouca radiação, que são de baixo custo e trazem com clareza a natureza dos cálculos. Também são usadas ultrassonografias, tomografias computadorizadas e ressonância magnética.

No caso de suspeita do cálculo salivar, a radiografia com contraste não é indicada, pois a pedra pode se deslocar, além da dor causada pelo exame. Se os exames antes citados forem inconclusivos, este tipo de radiografia é a última opção.

Tratando as glândulas salivares

O profissional poderá avaliar e realizar o tratamento da sialolitíase de acordo com o tamanho, a frequência de aparecimento do inchaço e a duração dos sintomas. O tratamento pode variar entre simples estimulações glandulares, provocando a excreção das pedras, até a remoção dos cálculos por cirurgia.

Antibióticos podem ser receitados, devido ao alto risco de surgirem bactérias durante a evolução da doença. Quando os sialolitos são encontrados em consulta rotineira ao dentista e não apresentam sintomas, geralmente não requerem tratamento.

Vale ressaltar a importância de procurar um profissional especializado para realizar o diagnóstico e tratamento adequado para a sialolitíase — a automedicação é totalmente contraindicada. Procure sempre um bom dentista para manter sua saúde bucal!

Você já tinha ouvido falar na sialolitíase? Deixe um comentário sobre o assunto!

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Showing 4 comments
  • Lauro Davdson
    Responder

    Esclarecedor seu artigo sobre essas glandulas

    • TePe
      Responder

      Ficamos felizes ao saber que nossos artigos ajudam nossos visitantes. 😀 Em nosso blog temos muito mais conteúdo para você. Confira! 😉

  • Lauro Davdson
    Responder

    Obrigado pela informação. Estava com dúvidas quanto as glândulas salivares e seus tratamentos mas você esclareceu.

    • TePe
      Responder

      Que bom que gostou, Lauro. 😀

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