Escovas com desenho e maciez adequadas fazem a diferença.

 In Profissionais da saúde

Escovas com desenho e maciez adequadas (de cerdas macias, extra-macias ou ultra ? macias) fazem a diferença na qualidade da escovação dentária e na realização de técnicas adequadas a limpeza sem a ocorrência de traumas indesejados.

A retração gengival em relação à história de uso da escova dental dura.

Khocht A, G Simon, P Pessoa, JL Denepitiya.
Periodontol J.1993 Sep; 64 (9): 900-5.

Resumo:

As investigações sobre a ocorrência de retração gengival nos EUA consideram fatores como o sexo, a idade e a dureza das cerdas das escovas de dentes como ocorrências associadas a essa alteração. Este estudo examinou a relação entre a história de uso de escovas de cerdas duras e a ocorrência de retração gengival.

Um total de 182 indivíduos, homens e mulheres, entre 18 e 65 anos de idade, com um mínimo de 18 dentes naturais, sem sinais de periodontite avançada ou com história de cirurgia periodontal foram examinados.

A retração gengival era considerada quando a margem gengival estava posicionada abaixo da junção cemento-esmalte, deixando a superfície radicular exposta à cavidade bucal. As histórias de uso das escovas de dentes de durezas variadas, foram confirmadas com cada um dos pacientes investigados. Dos pacientes investigados, 82 relataram o uso de escova de dentes de cerdas duras, 77 usaram escovas de macies adequada e 23 não souberam especificar essa característica.

A porcentagem de indivíduos com retração aumentou com a idade, variando de 43% ( para as menores faixas etárias investigadas) para 81% ( nas faixas etárias mais altas). Em média, 63% dos investigados apresentaram retração das gengivas, considerando todos os grupos etários avaliados.

Os homens apresentaram níveis ligeiramente maiores de retração do que as mulheres. A análise de regressão estatística utilizada mostrou que as mulheres tinham de 4% a menos de retrações das gengivas do que os homens. A retração também foi mais freqüente nos indivíduos com história de uso de escova dura, com uma média de 9,4%, de superfícies dentárias acometidas, enquanto 4,7% das superfícies dentárias apresentaram os sinais de retração nos pacientes que nunca tinham usado uma escova dura.

Para os usuários de escovas duras, o percentual de superfícies com recessão mostrou um aumento significativo e dramático com o aumento da freqüência de escovação, esse efeito não existiu para aqueles sem história de uso de escova dura.

A relação com a idade foi altamente significativa, com a análise de regressão sugerindo que o percentual de superfícies com recessão tende a aumentar cerca de 3,5 pontos percentuais por década de vida.

Os autores concluíram que a escovação intensa, especialmente se associada com as escovas de maior dureza de cerdas, tem significativa importância no estabelecimento dos sinais clínicos das retrações gengivais e que os portadores desses sintomas deveriam avaliar cuidadosamente o padrão da escova que utilizam.

Prof. Rodrigo Guerreiro Bueno de Moraes
Cirurgião-Dentista | Mestre em Odontologia pela Universidade Paulista | Membro da Sociedade Brasileira de Periodontia e da American Academy of Periodontology.

Recent Posts