Escovas de dentes piratas, um perigo para sua saúde e para seu bolso!

 In Público em geral

Exibida no domingo, 15 de agosto, vale a pena rever a ótima reportagem do programa Fantástico (da Rede Globo), sobre os efeitos nocivos da pirataria de produtos para a economia, a segurança e a integridade física dos cidadãos brasileiros.

Já imaginou que além dos conhecidos CD´s, DVD´s piratas, das marcas de relógios, bolsas e roupas copiadas (que tantos prejuízos trazem a indústria e ao comércio das respectivas áreas) – começa a surgir uma forma ainda mais ameaçadora de pirataria – a das linhas para auto – cuidados em saúde.

Não que as linhas de “Cosméticos & Health Care”, tenham maior importância do que as outras em termos de mercado. Nesse caso o problema é o da preservação da integridade das pessoas – até porque produto pirata de cuidados com a saúde é testado e atestado por qual entidade (ou organismo de vigilância sanitária), comprometida com o bem estar e a qualidade de vida das pessoas?

Uma linha de “Cosméticos e Health Care” – seja ela de esmaltes de unha, perfumes, protetores solares, cremes contra a picada de insetos ou escovas de dente – até chegarem as prateleiras das farmácias e dos mercados – passam por uma verdadeira bateria de fiscalizações e aferições, que atestam a idoneidade e o respeito às leis e a integridade física dos consumidores.

Recentemente conversei com a empresária do segmento de Oral Care – Maria Helena Leite – que importa da Suécia e comercializa as escovas da TePe, para ter a real dimensão das etapas que os seus produtos passam até chegarem as mãos do consumidor (tal qual ocorre com outras marcas do segmento).

Para efeito de ilustração, esses foram os exemplos dados pela empresária, apenas para listar parte das dificuldades de entregar o que há de melhor e mais seguro ao consumidor:
1. Os testes intra-muros, feitos dentro da indústria sueca quando da fabricação de cada escova ou recurso de higiene;
2. Os investimentos em estudos científicos que respaldam as aplicabilidades e as técnicas de manuseio dos produtos;
3. A obtenção dos selos de acreditação e qualidade: ISO 9001 – que atesta a qualidade e a eficácia do produto e o ISO 14001 que acrescenta o respeito ao meio ambiente nas etapas de confecção dessa linha de higiene;
4. A fiscalização alfandegária quando da entrada dos produtos no Brasil;
5. A necessária aprovação pela ANVISA (Agencia Nacional de Vigilância Sanitária) que reatesta a eficácia do produto para o mercado brasileiro.

Ao tomar conhecimento disso e assistir ao vídeo do Fantástico, dá para aceitar o contrário? As empresas de Health Care deveriam se unir e criar sistemas de vigilância sobre esses absurdos, que colocam em risco os negócios sérios que geram receita aos cofres do país – através da arrecadação dos altos tributos a que estão submetidos e, para piorar, ameaçam a integridade física das pessoas.

Prof. Rodrigo Guerreiro Bueno de Moraes
Cirurgião-Dentista | Mestre em Odontologia pela Universidade Paulista | Membro da Sociedade Brasileira de Periodontia e da American Academy of Periodontolog

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