Gripe H1N1: OMS e Ministério da Saúde do Brasil anunciam o fim da pandemia.

 em Público em geral

Há pouco mais de um ano, no dia 24 de abril de 2009, a Organização Mundial da Saúde (OMS) fez o alerta sobre o surgimento da Influenza A (H1N1), inicialmente chamada de gripe suína. A doença, considerada uma das mais sérias pandemias dos últimos tempos fez milhares de vítimas em todo o mundo.

Somente no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, foram 46.100 casos e um total de 2051 casos.

Para a OMS o vírus continua circulando no mundo, mas apresenta um comportamento similar ao da gripe comum, o que levou a organização a anunciar, no último dia 10 de agosto, o início da fase pós-pandêmica da gripe H1N1.

Nessa fase o vírus circula no mundo, mas junto com outros vírus sazonais (da gripe comum) e em intensidade diferente entre os países. Alguns deles, como Índia e Nova Zelândia, ainda têm apresentado epidemia pela gripe H1N1. De acordo com a OMS, o monitoramento epidemiológico mostrou que o vírus H1N1 não sofreu mutação para formas mais letais, a resistência ao antiviral fosfato de oseltamivir não se desenvolveu de forma importante e a vacina se mostrou uma medida eficaz para proteger a população.

Esse cenário, formado por esta série de evidências, contribuíram para a decisão de mudar o nível de alerta para fase pós-pandêmica. No entanto, a OMS alerta que, mesmo com a mudança de nível, o monitoramento e as ações preventivas devem continuar, especialmente em relação aos grupos mais vulneráveis para desenvolver formas graves da doença, como gestantes, portadores de doenças crônicas e crianças menores de dois anos. “A vigilância contínua é extremamente importante”, orientou a diretora-geral da OMS, Margareth Chan, que ressaltou a importância da vacinação no enfrentamento da pandemia.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, reforça a recomendação da OMS e destaca a vacinação recorde realizada no Brasil. “Fizemos um imenso esforço conjunto e conseguimos vacinar, em apenas três meses, 88 milhões de pessoas.
Isso nos permite ter todos os índices de gripe em queda e a demanda por atendimento médico por doenças respiratórias está menor que o esperado para esta época do ano”, afirma o ministro. Ele ressalta, no entanto, que é necessário continuar monitorando o vírus e manter os cuidados típicos do período do inverno, como os hábitos de higiene.

Vale lembrar que em agosto de 2009, momento em que a proliferação do vírus se tornou mais vidente e preocupante, a AMIB, por meio de sua Divisão Científica de Infecção, se reuniu para elaborar uma série de recomendações.
O documento, intitulado “Recomendações para Abordagem Racional dos Pacientes Adultos com Complicações Decorrentes da Nova Gripe H1N1 Admitidos em UTI”
trouxe informações de extrema importância aos profissionais que estavam na linha de frente no tratamento de pacientes com H1N1, servindo de norte para a tomada de decisões e adoção de medidas preventivas e seguras para evitar novos casos.

Gripe no Brasil: A análise dos indicadores qualitativos informados à Organização Mundial da Saúde revela, além da queda de demanda por atendimento médico, que o Brasil apresenta, atualmente, uma intensidade baixa a moderada na proporção de pessoas com doenças respiratórias agudas.

De 1º de janeiro a 31 de julho deste ano, foram confirmados 753 casos de pessoas com influenza pandêmica que precisaram de internação e 95 mortes. Em 2010, vem sendo observada intensa redução no número de casos graves e mortes pela doença desde março. A gripe H1N1 vem se mantendo em baixa atividade mesmo nos meses de julho e agosto, nos quais ocorre, todos os anos, aumento no número de casos de influenza e pneumonias associadas.

Essas informações mostram a efetividade da vacinação no controle da doença.
No entanto, seguindo orientações da OMS, o Ministério da Saúde manterá, junto com os estados e os municípios, o monitoramento da gripe H1N1. Em 2009, foram 46.100 casos graves e 2.051 óbitos.

Prevenção: Com o país ainda no inverno, a população deve ficar atenta, pois é nessa época do ano que costumam aumentar os casos de doenças respiratórias transmissíveis, como gripes e resfriados. A queda de temperatura, o ar mais seco e a maior concentração de pessoas em ambientes fechados favorecem a circulação dos diversos tipos de vírus respiratórios, como os vírus influenza, que causam gripe.

No Brasil, o aumento de casos de gripe geralmente ocorre entre maio e outubro. Porém, esse período varia de acordo com a região. Por exemplo, enquanto no Norte a tendência de crescimento se inicia em janeiro, no Sul e Sudeste, que têm invernos mais rigorosos, os casos se concentram de junho a agosto.

Portanto, a população deve continuar com os hábitos de higiene (como lavar as mãos frequentemente e usar lenços descartáveis ao tossir e espirrar) e ter atenção especial com crianças, gestantes, portadores de algumas doenças crônicas e idosos.

Prof. Rodrigo Guerreiro Bueno de Moraes
Cirurgião-Dentista | Mestre em Odontologia pela Universidade Paulista | Membro da Sociedade Brasileira de Periodontia e da American Academy of Periodontolog

Fonte: Assessoria de Imprensa Ministério da Saúde e www.saude.gov.br

Publicações recentes