Já imaginaram um robô testando seu hálito?

 em Profissionais da saúde, Público em geral

mau-halito

No Japão, um robô foi desenvolvido para alertar as pessoas se estão sofrendo de mau hálito. Ele se assemelha à cabeça de uma mulher e se chama Kaori, que em japonês significa “cheiro” ou “fragrância”. A notícia saiu no diário japonês Asahi Shimbun. O robô detector de mau hálito atua da seguinte forma: o usuário dá uma baforada diante do rosto de Kaori. Se seu hálito estiver agradável, ela dirá “um bom cheiro, sem problemas”. Se não estiver tão bom, dirá coisas como “seu hálito está meio fedido” ou ainda “isso está ruim, intolerável”. E quando o seu hálito está realmente malcheiroso, Kaori diz “está declarado um estado de emergência; isso ultrapassa o limite da minha tolerância”. A máquina se vale de sensores disponíveis no mercado, o que deixa claro como a tecnologia já evoluiu. O robô foi criado pela companhia japonesa CrazyLabo e pelo Colégio Nacional de Tecnologia de Kitakyushu. Ele utiliza sensores de gás capazes de identificar odores específicos. A informação é processada por computadores que, por sua vez, controlam a resposta do robô. Mas além de utilizações bem-humoradas como a feita pelos especialistas japoneses, já estão sendo desenvolvidos produtos tecnológicos com finalidades médicas que se valem de odores. Uma companhia holandesa, a Enose, está desenvolvendo um kit de diagnóstico chamado Aenose, que busca, no odor, sinais de tuberculose, asma e câncer de garganta. A empresa americana Alpha Szsenszor está desenvolvendo um equipamento feito para estudar o hálito humano a fim detectar câncer de pulmão e outras doenças. Já a britânica Universidade de Bristol está desenvolvendo um projeto chamado Odour Reader (Leitor de Odores), que analisa vapores coletado de amostras de fezes dos pacientes para ajudar a diagnosticar causas de diarreia. Tudo isso, pois o sistema olfativo humano contém cerca de 100 milhões de receptores que fazem uso de cerca de 350 milhões de diferentes tipos de proteínas. Já os “narizes eletrônicos” costumam usar 32 ou menos sensores químicos o que ainda leva as tecnologias a um necessário aprimoramento. No futuro, podemos especular que aparelhos de celular terão sensores capazes de alertar as pessoas sobre o hálito e a qualidade do ar que expelem de seus pulmões. Enquanto isso não vem, a receita é a de sempre: – Manter boa higiene dos dentes e da língua com escovas, interdentais e limpadores linguais que ajudam a prevenir o mau hálito e as doenças de boca. Apesar da busca em identificar mal odores pelo hálito relacionados a outros problemas de saúde, sabemos que aproximadamente 9 em cada 10 casos de mau hálito tem nas doenças e maus cuidados com os dentes e com a boca a razão de sua existência.

Publicações recentes

Deixe um comentário