O absurdo valor dos impostos cobrados nos produtos de higiene e cuidados pessoais.

 In Público em geral

Em São Paulo posto de gasolina promoveu ação de protesto contra a alta carga tributária existente no país e vende gasolina?sem imposto? a R$ 1,18. Com o imposto sobre para mais de R$2,10. O que dizer da escova de dentes, do protetor solar, da comida e de outros produtos de primeira necessidade?

O brasileiro não agüenta mais. A voracidade da arrecadação de impostos pelas esferas públicas é tão grande e recorrente, que protestos, como o registrado em São Paulo e noticiado pelo portal Terra, deixaram de surpreender a nossa população. O que poderia ser pior do que exigir 148 dias de trabalho de cada brasileiro para o pagamento de tributos (o que significa dizer que 40,5% do seu tempo é dedicado a arrecadação de impostos para contemplar as esferas de governo, municipal, estadual e federal)?

A resposta é simples, descobrir que o imposto que incide sobre produtos de primeira necessidade, caso do sabão em pó, sabonete e pasta de dentes é maior do que o de itens menos fundamentais a saúde e ao bem estar, caso do chocolate, da televisão e dos aparelhos de som, por exemplo, conforme dados do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário.

Como falar em justiça social, inclusão social e um país saudável e livre de cáries – se a taxação de um refrigerante (produto reconhecidamente prejudicial a saúde) é quase a mesma de uma pasta de dente?

Como pensar no bem estar, se nos momentos de crise nossos governantes reduzem os impostos dos carros e das geladeiras e se esquecem do protetor solar, das lentes corretivas para os olhos, dos aparelhos auditivos e das escovas de dentes ?

Confira a tabela abaixo e veja como são caros os tributos que incidem sobre tudo o que consumimos e, para agravar, como suas incidências são mal distribuídas, dificultando o acesso aos produtos fundamentais para a cobertura das necessidades básicas da população.

Cerveja(lata) 56%
Combustíveis 53,03%
Gás 50,76%
Telecomunicações 46,65%
Refrigerante (lata) 47%
Energia elétrica 45,81%
Automóveis 44%
Pasta de dente 42%
Sabonete 42%
Sabão em pó 42%
Telefone celular 41%
Computador Pessoal 38%
Televisão 38%
Aparelho de som 38%
Material de construção 34%
Transporte coletivo 33,25%
Chocolate 32%
Água 29,83%
Iogurte 24%
Arroz / Feijão 18%

 

Prof. Rodrigo Guerreiro Bueno de Moraes
Cirurgião-Dentista | Mestre em Odontologia pela Universidade Paulista | Membro da Sociedade Brasileira de Periodontia e da American Academy of Periodontology

Fonte: IBPT ( instituto Brasileiro de Planejamento Tributário)

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