O beijo é uma boa oportunidade de falar sobre halitose com o seu paciente.

 In Profissionais da saúde

O dia 13 de abril marcou o Dia Mundial do Beijo. O fato é que beijar é muito prazeroso e representa um momento especial para as nossas vidas. Sob o ponto de vista do organismo, o fato é que o beijo mexe com o todo o nosso corpo. Só na face, 29 músculos são colocados em atividade. Fora a sensação de prazer extremo e a liberação de substâncias boas pelo organismo.

A jornalista Nina Ramos do site MSN Brasil entrevistou algumas celebridades e obteve os seguintes depoimentos: – ?Me lembro que achei bem gostoso, tanto que fiquei viciado até hoje?, brincou Bruno Garcia. Para Monique Evans, o beijo pode ser até mais importante que as outras etapas de um relacionamento afetivo. ?Se o beijo não encaixar, o resto também não encaixa?, disse.

Mesmo assim existem os inconvenientes. O comediante Bruno Mazzeo lembrou – com a sua picardia de sempre – da história do jogador de futebol e símbolo sexual David Beckham – que sofreu, e deve ter feito sofrer, das consequências do mal hálito ? ou simplesmente bafo.

A Associação Brasileira de Pesquisa dos Odores da Boca ? ABPO aponta para a existência de mais de 50 causas distintas e, por este motivo, o mau hálito tem característica multifatorial, ainda que em mais de 90% dos casos se origine na cavidade bucal, acompanhado ou não de alterações sistêmicas.

A halitose pode ser de origem fisiológica (hálito da manhã, jejum prolongado, dietas descontroladas ou hábitos e alimentação inadequados), devido a razões locais, como a má higiene bucal, acúmulo de biofilme bacteriano na língua (saburra lingual) ou amídalas (cáseos amidalianos), baixa produção de saliva (hipossalivação), doenças da gengiva, problemas em vias aéreas (caso das adenoidites, rinites, sinusites), estresse ou mesmo por razões sistêmicas, dentre elas diabetes, problemas renais ou hepáticos, prisão de ventre acentuada e outros.

O uso excessivo de medicações, fatores como o fumo, drogas, uso de bebidas alcoólicas e a utilização excessiva de soluções para bochecho com álcool na composição também são fatores que podem comprometer o hálito ? de acordo com a ABPO.

Vale salientar que os problemas relacionados ao estômago raramente interferem na condição do hálito alterado. O fato é que o imaginário das pessoas foi, durante muito tempo, alimentado por essa crença sem um conjunto de evidências científicas plausíveis para embasá-la.

A halitose é um problema que não discrimina cor, sexo ou status social. Os cuidados bucais diários e as visitas de rotina ao consultório odontológico são as mais importantes ferramentas no combate a esse mal. Cabe ao cirurgião ? dentista (e aos outros profissionais de saúde), disseminarem essa informação aos seus pacientes.

Prof. Rodrigo Guerreiro Bueno de Moraes
Cirurgião-Dentista | Mestre em Odontologia pela Universidade Paulista | Membro da Sociedade Brasileira de Periodontia e da American Academy of Periodontology

Fonte: Blog Bruno Mazzeo (2008).
Acesso pelo: http://bloglog.globo.com/brunomazzeo

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