O que você sabe sobre as cerdas das escovas?

 In Público em geral

Assim como o sabonete, a pasta de dente e a escova de cabelo, as escovas dentárias e suas cerdas estão, cotidianamente, em contato conosco e com as pessoas da nossa convivência. Sua utilização oferece potenciais repercussões positivas e negativas ao nosso organismo, conforme nossa compreensão sobre o significado desses recursos para o cuidado com a boca.

As cerdas das escovas dentárias são, basicamente, classificadas quanto à rigidez por macias, médias e duras, embora existam outros tipos tais como as extra macias ou ainda as ultra-macias (caso dos modelos TePe Especial Care e Gentle Care ). A menos que um dentista recomende outros tipos de cerdas, a maioria das pessoas deve utilizar as escovas dentárias com cerdas macias ou extra macias. As duras, assim como algumas escovas de cerdas médias podem ser traumatizantes aos colos dentários expostos e para os tecidos das gengivas e mucosa.

As cerdas ultra-macias são propostas novas associadas a recomendação de escovação em áreas feridas, descamadas, sensíveis ou recém – traumatizadas. É o caso, por exemplo, de uma área da boca exposta a uma intervenção cirúrgica.

Os reparos dos traumatismos dentários e gengivais decorrentes da escovação traumática ( especialmente a associada a cerdas de dureza indesejada), pode ficar complicado e custoso aos pacientes. Além disso, exigirá mudança no estilo de higiene bucal e a implementação de força adequada associada a escovas de cerdas mais macias.

Outra questão importante é a do comprimento variável das cerdas. Ainda hoje a grande maioria das escovas do mundo apresenta cerdas dispostas na mesma altura, conforme preconizado por Bass ao idealizar a técnica de higiene que leva o seu nome e que continua como a mais recomendada pelos dentistas.

As variações na altura das cerdas devem ser avaliadas pelos dentistas e pacientes em função do desenho das arcadas, presença de dentes, implantes e pelas variações na altura das gengivas. Cabe ao dentista readequar a técnica em função dessa “variação no desenho” da escova.

O tamanho da cabeça é outro fator importante. Escovas de dente com desenhos anatômicos inadequados ou cabeças extremamente grandes podem facilitar ferimentos no ato da escovação e dificultar o acesso a regiões mais restritas da boca ( exemplo área vestibular dos molares superiores ou palatina dos anteriores superiores).

Quanto a origem do material das cerdas, existem as sintéticas e as cerdas de tipos naturais, ainda disponíveis hoje, embora as sintéticas sejam muito mais comuns e higiênicas.

O nylon e o polyéster são os principais materiais sintéticos utilizados para a confecção das cerdas das escovas. O polyéster é frequentemente utilizado em linhas mais diferenciadas de escovas, devido a durabilidade e a resistência conferida a escova, sem a perda da eficácia e suavidade para a sua utilização. Todas as escovas de cerdas sintéticas devem apresentar pontas arredondadas para reduzir ainda mais as chances de traumatismos dos dentes e da boca.

Não importa que tipo de cerdas uma escova de dente apresenta. Todos os tipos de cerdas tendem a achatar dentro de alguns meses pelo uso regular. Escovas de dente usadas diariamente devem ser trocadas, pelo menos, a cada três meses, segundo muitos especialistas e o próprio Ministério da Saúde.

A indicação mais precisa é para que a troca ocorra entre 1 a 3 meses, em função dos sinais de desgaste que as escovas apresentam baseando-se no perfil de uso de cada pessoa. Na dúvida, o dentista saberá orientá-lo sobre os prazos de troca. Basta levar sua escova velha para a análise e a opinião do profissional. Essa é a nossa dica.

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