Odontologia e a doença de Parkinson: quais são os cuidados especiais?

 In Dia-a-dia, Para Dentistas

Ainda um assunto pouco abordado, a odontologia  pode gerar grandes benefícios para pacientes com doença de Parkinson. Saiba como!

Muitas pessoas e até profissionais da área não têm ideia da relação entre odontologia e a Doença de Parkinson (DP). Essa doença causa a degeneração do sistema nervoso central e é progressiva e crônica, de curso inexorável. À medida que a enfermidade progride, o paciente perde as suas capacidades motoras, inclusive de realizar a escovação e os procedimentos de higiene bucal.

Quer saber como lidar com pessoas portadoras da Doença de Parkinson? Então fique de olho nos detalhes do nosso artigo de hoje. Confira:

Acessibilidade no consultório

Com o avanço do problema, o paciente pode perder a capacidade de andar normalmente. Portanto, é importante que o consultório odontológico conte com um funcionário que possa oferecer ajuda para a sua entrada e saída na clínica.

É importante também ter uma cadeira de rodas disponível, caso a pessoa não tenha mais coordenação motora para caminhar. São detalhes que fazem toda a diferença no atendimento.

Uso de técnicas de estabilização da boca para impedir movimentos involuntários

O distúrbio neuromotor acaba impedindo o paciente de se manter parado para que sejam realizados os procedimentos bucais. Portanto, faz-se necessário utilizar técnicas de estabilização para imobilizar a boca e realizar o tratamento sem quaisquer danos ou acidentes, agindo, assim, com total segurança

O uso de técnicas de estabilização física e a utilização de abridores de boca no rosto são boas alternativas, desde que com o devido consentimento do parente que acompanha o indivíduo.

Orientação devida ao responsável pelo paciente

Com a progressão da enfermidade, a pessoa vai perdendo a capacidade de cuidar da sua saúde bucal com autonomia.

É de suma importância que o dentista oriente o familiar sobre a necessidade de se manter a higiene da boca e das consultas periódicas ao consultório, a fim de evitar cárie, tártaro, gengivite e demais problemas orais.

Cuidado no quesito emocional durante o atendimento

O profissional também precisa alinhar a odontologia e a Doença de Parkinson com o aspecto emocional da situação. Em muitos casos, o próprio paciente se sente envergonhado com os movimentos involuntários consequentes de seu distúrbio neuromotor.

Nesse momento, o dentista precisa ter sensibilidade e ter tato para lidar com a situação e conversar de maneira paciente e dócil, para que a relação com a pessoa seja de cordialidade e confiança.

Paciência como sucesso entre a odontologia e a Doença de Parkinson

Por melhor profissional que você seja, você não conseguirá atender de forma adequada um paciente acometido pelo distúrbio ou qualquer tipo de deficiência, caso você não tenha paciência para lidar com esse tipo de problema.

Justamente por isso, é preciso que o dentista tenha controle emocional e não se altere, se o indivíduo deixar alguma coisa cair ou ficar descoordenado durante o atendimento.

Vale ressaltar que isso pode acontecer e, no devido momento, não se deve dar importância a esse tipo de coisa. Afinal, todo paciente deve ser atendido com profissionalismo e respeito, independentemente de sua condição.

Ao adotar essas posturas e aplicá-las no seu consultório, você verá como é possível trabalhar a odontologia em pacientes portadores da Doença de Parkinson com medidas preventivas e de higiene sem desconsiderar o quesito emocional, garantindo, assim, um atendimento de qualidade e um tratamento eficiente.

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