Odontologia é a grande responsável pelo crescimento dos transplantes ósseos.

 In Público em geral

Com o objetivo de melhorar as possibilidades de fixação dos implantes dentários, muitos dentistas buscam alternativas de complementação óssea para a devida fixação desses pinos de titânio (implantes).

Esses implantes visam substituir a raiz perdida dos dentes, de forma a permitir a posterior fixação de uma coroa ou estrutura protética sobre esses pinos devidamente fixados ao osso das arcadas dentárias.

No passado, a ausência de osso em quantidade suficiente era uma grande contra – indicação para a seleção dos implantes como recurso de reabilitação da estética e da mastigação. Com os anos, novas técnicas surgiram para permitir aos pacientes, com pouca disponibilidade de osso, uma “correção” dessa situação de forma a permitir a fixação dos implantes em áreas, até então, consideradas desfavoráveis a essa técnica de reabilitação da boca.

As técnicas de enxertia óssea, o surgimento dos implantes curtos e o apoio de outros biomateriais estimuladores de crescimento ósseo, como o PRP (Plasma Rico em Plaquetas), são recursos cada vez mais usados pelos profissionais brasileiros para a recuperação do osso bucal necessário a instalação dos implantes dentários.

De acordo com o caderno Vida (pg A12) do Estado de São Paulo de 03/01/12, o número de transplantes ósseos no país saltou de 755 casos em 2005, para 23647 em 2010, de acordo com a Associação Brasileira de Transplantes de Orgãos (ABTO).

Ainda conforme o texto, a odontologia é uma das maiores responsáveis pela solicitação desse material oriundo dos seis bancos de ossos regulamentados pela ANVISA e existentes no país. De acordo com o Dr. Augusto Santos, responsável por um dos principais bancos de osso do país, existe forte procura por esse material nos bancos de tecido ósseo do país e a odontologia é uma das profissões que mais recorre a essa situação. Ele lembra que o transplante de osso é oficial, como o de rim ou fígado e que uma nova lei regulamenta sua obtenção, tratamento e liberação ao uso por médicos e dentistas brasileiros.

Em 2005, apenas 22 dentistas brasileiros estavam habilitados a manusear o osso desses bancos do tecido, em 2006 eram 402 e, atualmente, caminham para mais de 4.000 profissionais do segmento. É importante reiterar que, apesar dessa alternativa validada pelos orgãos de vigilância sanitária, as perspectivas de sucesso com o uso de materiais autógenos ( obtidos a partir de osso de áreas doadoras do próprio paciente) é mais promissora e ainda representa a primeira escolha quando é constatada a necessidade de enxerto ósseo prévio a instalação do(s) implante (s).

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