Problemas bucais na população brasileira.

 In Profissionais da saúde, Público em geral

Nos últimos anos a higiene bucal e os cuidados com essa importante cavidade, a boca, despertaram o interesse de outras áreas de apoio a saúde, caso dos enfermeiros, intensivistas, nutricionistas, nutrólogos, fonoaudiólogos e outros afeitos aos temas da saúde.

O grupo farmacêutico também entrou nesse time. Cada vez mais, com crescimento na especificidade, oferta e consumo das linhas de oral care, esses profissionais querem entender o que usam, indicam e informam aos consumidores, que estão mais preparados e informados sobre as alternativas para cuidados com a boca e seus dentes. Quem ganha com isso é a saúde!

O texto abaixo corresponde a uma recente entrevista concedida por nossa consultoria técnica a um importante periódico da classe farmacêutica. A leitura é recomendada…

Quais os principais problemas bucais enfrentados pela população brasileira?

Sem duvida a cárie e as doenças das gengivas ( doença periodontal )estão entre os problemas de saúde, não apenas bucal e sim geral. Para agravar alguns sinais e sintomas mostram que podem estar exacerbadas e comprometendo muito a qualidade de vida das pessoas – cito a hipersensibilidade dos dentes e o mal hálito.

Qual a incidência de: cárie, halitose, queda, dentes amarelos, tártaro e gengivite?

A incidência de cárie só atingiu os níveis recomendados pela OMS na população na faixa entre 10 a 12 anos, no mais, apesar das melhoras ainda corremos atras de uma menor incidência desse problema em nível nacional. A doença periodontal ou das gengivas é a grande vilã da nossa saúde – sabe-se que a totalidade das pessoas terá, no mínimo, um surto de inflamação das gengivas em alguma região ao redor de dentes distribuidos pela boca. Se negligenciada, essa inflamação da gengiva tem chance de evoluir ao osso de suporte dos dentes e levá-los a gradual perda da sustentação ( periodontites). Sintomas como a halitose, bruxismo e exagerada sensibilidade dos dentes acometem algo em torno de 15 a 40% das pessoas.

Qual a porcentagem da população que apresenta esses problemas e os? campeões? de reclamação?

Doença das gengivas com potencial sangramento, ao escovar e, principalmente ao usar o fio dental, é a grande queixa da maioria e ocorre na grande massa de pessoas pelo país. A negligência do fio dental e o desconhecimento sobre a alternativa da escova interdental são os fatores mais associados com esses problemas. Alias o fio dental e/ou a escova interdental ajudam também a prevenir as cáries, o amarelamento dos dentes e o mal hálito.

Como tratar cada uma dessas doenças?

A prevenção e o tratamento começam na base e na atitude diária orientada pelo dentista. Uma vez diagnosticado um problema, seja a carie ou doença periodontal, existem formas de se intervir mediante o nível de comprometimento avaliado e que variam de atitudes nada ou minimamente invasivas, até o extremo da extração e eventual substituição do dente por implante em casos de extremo descuido ou fatalidade( ex acidentes e traumas) O dentista saberá orientar em função dos exames que realizar com o paciente.

Como prevenir o aparecimento de cada uma delas?

Essa é a questão central, uma vez que doenças como as das gengivas ( periodontais) são associadas com risco bucal e influencias maléficas ao estado geral por potencial colaboração ao aumento de risco para descontrole do diabetes, partos prematuros, doenças respiratórias, do coração e da circulação, entre outras cogitadas.

A melhor arma é a educação e implementação de bons hábitos de alimentação e higiene bucal, valorizando a higiene língual e dos vãos dos dentes, tanto quanto a tradicional escovação. Por aí passa o caminho do sucesso.

Como os farmacêuticos podem ajudar os pacientes nas orientações com relação a venda de produtos e/ou por orientar o consumidor a seguir o tratamento?

Orientar o consumidor que a escova comum é tão importante a sua saúde quanto o fio dental ou escova interdental e que um limpador língual pode ajudar muito a diminuir sinais e sintomas indesejáveis, caso do mau hálito. Descrever o creme dental e sua gama de opções como coadjuvante importante a esses recursos mecânicos e orientar que o criterio de escolha deva se basear nos sintomas que relata e orientação do dentista que o acompanha. Quanto aos bochechos, particularmente, entendo que deveriam ser prescritos e receitados pelo dentista e só deveriam ser comprados nas farmácias sobre essa condição. Ao meu ver a necessidade e indicação de bochechos precisaria de prescrição que orientasse o paciente sobre a real necessidade e o perfil do que deveria usar.

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