Qual a anatomia da escova de dente ideal?

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Todos nós sabemos que o mercado é extremamente eficiente em nos fazer comprar o que quer que seja. Eles observam os nossos desejos e nossas preocupações e nos oferece exatamente aquele produto, em diversas versões, é claro. Observando nossa constante e correta preocupação com a higiene bucal, as empresas têm oferecido uma variedade cada vez maior de escovas de dente.

Muitas vezes, ficamos até perdidos com tamanha diversidade: há escova com cerdas longas, curtas, duras, moles, inclinadas, retas, brancas, coloridas, com limpadores de língua, massageadores bucais etc. No post de hoje, você vai encontrar dicas para escolher a escova de dente certa para a sua saúde bucal no meio de tantos modelos diferentes. Confira!

A escova de dente ideal tem cerdas macias

O maior erro que cometemos ao escolher uma escova de dente é optar pelas cerdas duras. Elas proporcionam uma ilusão de mais limpeza, pois aumentam o atrito com os dentes. Entretanto, elas podem causar diversos problemas.

Por serem muito duras, elas exigem uma aplicação de força maior, o que pode danificar o esmalte dos dentes e causar, desse modo, microfraturas. Essas irão diminuir a proteção dos seus dentes, deixando-os mais suscetíveis a cáries, e deixar seu sorriso com algumas manchas.

Além disso, o atrito pode causar retração gengival, um transtorno causado pela perda de adesão das fibras gengivais ao dente. Com isso, há uma elevação da gengiva, o que pode causar uma exposição da raiz dos dentes. Consequentemente, pode haver um aumento na sensibilidade e a uma maior suscetibilidade a infecções gengivais e cáries.

Por fim, as cerdas duras deixam o acesso aos dentes posteriores mais difícil, pois elas não se adaptam tão facilmente a variações da arcada de cada pessoa. Por isso, essa região pode ficar prejudicada durante a escovação.

Assim, as escovas ideais são as macias e extramacias, que são mais adaptáveis e permitem uma escovação menos agressiva e mais cuidadosa.

A cabeça da escova não deve ser muito grande

Dê preferência a escovas com uma cabeça mais delgada e menos larga. Muitos cometem o equívoco de pensar que uma cabeça maior poderá proporcionar mais limpeza, mas acontece justamente o contrário. Escovas de cabeça grande têm mais dificuldade de acessar o fundo da boca, região mais importante, pois é lá que tendem a se acumular os alimentos.

A escova deve ser reta

Na maioria dos casos, a cabeça da escova não deve ser inclinação. Escovas de dente de cabeça inclinada são indicadas apenas em casos mais específicos. Para a escovação rotineira, escovas retas são o suficiente.

Menos é mais

Há escovas que vê com mil acessórios: limpador de língua, massageador entre as cerdas e até mesmo nas laterais, entre outros. No entanto, eles tendem a acumular bactérias e serem pouco efetivos, pois não foram criados especialmente para aquela tarefa.

Está vendo como a escolha de uma escova de dente pode ser complexa? O mercado está aí para nos oferecer diversas opções, mas um grande número delas não trazem benefícios tão bons quanto prometem. Converse sempre com o seu dentista sobre sua escolha, afinal ele é o profissional que deve acompanhar sua saúde bucal.

Ainda tem alguma dúvida sobre como escolher a sua escova? Deixe seu comentário para respondermos!

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