Qual a relação entre o mau hálito e saliva?

 em Mau Hálito / Halitose, Público em geral

O mau hálito — ou halitose — pode ser provocado por descuidos com a higiene bucal, doenças gengivais, descamação excessiva das células da boca, doenças respiratórias, infecções, menstruação, ansiedade, depressão, alterações gástricas e intestinais.

Mas algo que poucos param para pensar também pode ser a culpada por esse problema: a saliva. Esse líquido produzido na sua boca é muito importante para a saúde dos dentes e da cavidade oral como um todo, e qualquer alteração é suficiente para trazer diversas doenças, inclusive a halitose.

Quer entender mais sobre a relação entre o mau hálito e a saliva? É só conferir o nosso post!

Quais as funções da saliva na boca?

A saliva lubrifica a cavidade oral, facilita a mastigação e a deglutição dos alimentos, a fala e ainda possui um antibiótico natural que protege o organismo contra micro-organismos, prevenindo inclusive as cáries.

Mas, para conseguir realizar tudo isso, ela precisa ser produzida na quantidade e na consistência certa pelas glândulas salivares. O ideal é que a produção seja abundante, o suficiente para manter a boca sempre úmida, e que a consistência seja bem líquida.

O que acontece quando há alterações na saliva?

Quando a produção de saliva se reduz ou ela é produzida numa consistência mais viscosa, podem surgir algumas doenças na boca. A pessoa reclamará de boca seca (xerosotomia), a incidência de cáries pode aumentar e há um desconforto no momento das refeições. Pode surgir ainda a doença periodontal, cáseos amigdalianos e saburra lingual, que contribuem diretamente para a halitose.

Uma pesquisa na Universidade de Brasília descobriu que 73% dos pacientes com saliva viscosa apresentavam mau hálito, contra apenas 57% dos que apresentavam a saliva normal. Esses resultados comprovam a importância da saliva para a saúde bucal.

Quem corre o risco de ter essas alterações?

Qualquer pessoa pode ter uma produção de saliva alterada, sendo estimado que essa é a causa de 50% dos casos de mau hálito. Na halitose infantil, por exemplo, a principal causa costuma ser o descuido com a escovação.

Apesar disso, os idosos continuam sendo o grupo de maior risco, já que a maioria deles consume vários medicamentos por dia e a baixa produção de saliva acaba sendo um dos efeitos colaterais mais comuns. Além disso, muitos idosos roncam, o que contribui para o ressecamento da cavidade oral.

O que é possível fazer para evitar a halitose?

É preciso ter atenção redobrada com a higiene bucal. A escova de dentes deve ser bem escolhida, o fio dental ou a escova interdental devem ser incorporado à rotina e a pessoa não poderá abrir mão dos limpadores de língua.

A boca deve ser escovada em sua totalidade com atenção à técnica. Deve-se iniciar com o uso do fio dental e/ou da escova interdental. Em seguida, passar para a escova tradicional e limpar as superfícies internas dos dentes, em seguida as externas e então as superfícies mastigatórias dos dentes molares. É preciso ficar atento para dedicar o mesmo tempo e energia na limpeza de todos os setores da boca.

É possível tratar as alterações na saliva?

Se a alteração está sendo causada por um medicamento, recomenda-se conversar com o médico e conferir se não é possível trocar o remédio. Se a causa da alteração não estiver tão clara é possível recorrer ao uso de saliva artificial ou a terapias alternativas, como a acupuntura. Reduzir o estresse e o consumo de álcool e cigarro também é benéfico.

É importante também alterar os hábitos e passar a ingerir uma quantidade maior de água durante o dia. Isso ajuda a manter a boca hidratada, aliviando os sintomas e reduzindo as consequências da alteração salivar.

Entendeu a relação entre o mau hálito e a saliva? Se ainda tiver alguma dúvida, é só deixar um comentário pra gente!

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