Restauração de amálgama: Entenda como funciona

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A obturação escura ou, restauração de amálgama, é um procedimento muito realizado e de baixo custo. Entenda suas principais características e se ainda é vantagem fazê-lo.

Quando os cuidados diários com a higiene bucal falham, somos acometidos pelas cáries, e os danos estéticos causados por elas não só causam infelicidade como também comprometem o funcionamento de toda a arcada dentária. A solução, nestes casos, pode ser a restauração de amálgama ou de outro material específico para os dentes.

O procedimento de restauração, que tem como objetivo fazer com que os dentes afetados por cáries voltem à forma original e cumpram as suas funções, evita que haja deteriorações posteriores. No entanto, a sua opção mais acessível, a já citada restauração de amálgama, possui alguns benefícios e malefícios não tão comentados assim. Quer saber mais sobre eles e como funciona esse procedimento? Acompanhe!

O que é amálgama?

O amálgama dental é um material formado por uma liga de mercúrio, cobre, prata, estanho e zinco, em algumas situações, e usado para fazer restaurações nas cavidades dentárias. Além de ter uma durabilidade alta, ele possui custos relativamente baixos se comparado a procedimentos semelhantes com resina composta ou porcelana. A amálgama possui uma cor escura e, por motivos estéticos, costuma ser usada nos dentes menos aparentes.

Quais os malefícios do amálgama dental?

O baixo custo da restauração de amálgama não cobre os danos que ele oferece à saúde. Tudo começa com a concentração de mercúrio na liga, superior a 50%. Segundo a Organização Mundial da Saúde, uma das maiores fontes de acúmulo de mercúrio no organismo são as restaurações de amálgama. Mas como isso ocorre?

Durante o processo de restauração, o mercúrio é vaporizado a temperatura ambiente. Nesse estado, ele não tem cor, cheiro ou gosto, e após ser inalado, infiltra-se rapidamente na corrente sanguínea. Além de ter um efeito cumulativo, o mercúrio afeta os sistemas imunológico, digestivo, cardíaco, urinário e respiratório, além de promover a deterioração de neurônios.

Para se ter uma ideia da periculosidade do procedimento, a quantidade de mercúrio no amálgama é superior a contida em um termômetro. Além disso, ela também possui risco de fraturas em suas margens de contato, fato que pode ocasionar o surgimento de cáries dentárias.

Como substituir a amálgama?

Para prevenir maiores exposições ao mercúrio, recomenda-se a substituição da amálgama por outros materiais. Grávidas e lactantes devem tomar maiores cuidados, e em caso de dúvidas, consulte um profissional de confiança.

A restauração de amálgama pode ser substituída por resina composta fotopolimerizável, incrustações de ouro e incrustações de porcelana. Por ser uma das etapas em que há maior vaporização de mercúrio, esse procedimento exige o uso de uma série de equipamentos de segurança por parte do dentista e do paciente, tais como máscaras, óculos de proteção e uma unidade suctora potente.

Vale destacar que, depois da remoção da amálgama, a cavidade obtida já se encontra compatível com o material restaurador novo. Por isso, não é necessário sacrificar nenhuma parte do dente sadio. No entanto, quando o local é extenso e se faz necessária uma prótese ou incrustação, algumas partes poderão ser sacrificadas.

A restauração e a incrustação são processos diferentes. Na primeira, a técnica é direta, ou seja, a restauração é realizada na boca, de modo que o material toma forma no dente. Normalmente, ela fica pronta em apenas uma consulta.

A incrustação é realizada de modo indireto, pois se confecciona, em laboratório, uma prótese sobre o modelo do dente do paciente. Ela precisa de mais de uma consulta para ser concluída, já que é necessário fazer um molde, aprovar a peça final e executar o seu implante na boca.

A técnica escolhida depende das necessidades e exigências do paciente, bem como das indicações do dentista e de aspectos funcionais, técnicos e estéticos do dente

Quais os materiais alternativos às amálgamas convencionais?

Confira!

Incrustação de ouro

As incrustações de ouro são bem recebidas por tecidos gengivais e duram até 20 anos. O ouro é considerado o melhor material para esse processo, sendo a opção mais cara e que requer mais visitas de manutenção. Para implantá-lo, é preciso pegar um molde do dente a ser tratado. Após isso, a peça será trabalhada fora da boca para depois ser fixada no dente.

Resinas compostas

As resinas compostas são usadas quando se deseja um resultado mais natural. Porém, elas não têm uma durabilidade satisfatória (três a dez anos), desgastam com o tempo e escurecem em contato com pigmentos como o tabaco ou café. A restauração de resina realmente é mais bonita do que as metálicas, podendo passar despercebida aos olhos.

Vale destacar que não há presença de mercúrio em sua composição. Mesmo não sendo tão durável como as metálicas, elas podem ser reformadas ou retocadas. Isso, a longo prazo, aumenta o seu custo-benefício. Alguns adesivos usados para a sua aderência nos dentes possuem flúor.

Incrustações de porcelana

As incrustações de porcelana fundida combinam com a cor dos dentes e resistem às manchas, sendo as mais esteticamente agradáveis. Elas têm custo similar ao do ouro, sendo que o método de tratamento do material também é equivalente. As incrustações são produzidas em um laboratório de prótese e depois coladas aos dentes por meio de adesivos apropriados.

Coroas totais em porcelana “metal free”

Há também a opção das coroas totais em porcelana “metal free”, ou seja, sem metal, que melhoram os sorrisos dos pacientes graças à estética agradável desse material. Nessas próteses, as estruturas de reforços são constituídas de materiais resistentes, como alumina ou zircônia.

Uma coroa do tipo tem alta durabilidade, resistência e dificulta o surgimento de manchas acinzentadas na gengiva. Além disso, a sua estética é melhor do que próteses com metal, sendo que possui ótima aparência em locais com boa iluminação.

A fabricação de uma coroa de porcelana pura “metal free” possui fases semelhantes ao de uma coroa de porcelana tradicional com metal interno (metalocerâmica). No entanto, as estruturas de reforço são de coloração branca.

Cimento de ionômero de vidro

Os cimentos de ionômero de vidro (CIV) se constituem de partículas inorgânicas de vidro espalhadas em uma matriz insolúvel de hidrogel. Eles têm ganhado destaque como materiais restauradores de caráter definitivo, pois têm propriedades biologicamente favoráveis, além de bom desempenho a longo prazo.

A aderência dos cimentos de ionômero de vidro ocorre por meio de ligações químicas dos seus radicais carboxílicos (COOH) com os íons de cálcio que existem na estrutura da dentina, do esmalte e do cemento. Seu método de aplicação é o direto, já que ele é moldado no dente do paciente e logo fica pronto. Esse material também libera flúor.

O amálgama já é um procedimento tradicional de restauração e seus malefícios, infelizmente, superam os custos baixos de implantação e a boa durabilidade do material. Procure verificar a possibilidade de utilizar resinas, porcelanas ou mesmo o ouro com o seu profissional de confiança. Melhores condições de pagamento podem ser negociadas, e o seu organismo agradece!

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