Saúde bucal de deficientes: 6 pontos de atenção

 In Dia-a-dia, Público em geral

A saúde bucal para pessoas que sofrem algum tipo de deficiência pode parecer simples aos olhos de quem não tem, mas requer adaptações. Descubra!

A saúde bucal de deficientes precisa ser uma das preocupações tanto do paciente quanto do profissional. Pois, um problema dental pode causar dificuldades em todo o corpo — como para comer ou ingerir medicações — e complicar quadros que já podem ser delicados.

O melhor, portanto, é agir preventivamente contra problemas e obstáculos, dando atenção aos pontos mais importantes. Isso não apenas humanizará o atendimento como fará com que ele cumpra a sua missão de garantir saúde e bem-estar.

Continue lendo e veja quais são os 6 destaques para a saúde bucal de deficientes!

1. Melhore a acessibilidade do consultório

Quando se fala na saúde bucal de deficientes, uma das primeiras preocupações deve ser em relação à acessibilidade de todo o consultório. Basta que uma dificuldade surja com maior intensidade para haver o desestímulo da realização de consultas.

Para evitar que isso aconteça, faça adaptações. Facilite a chegada e a saída de pacientes e conte com um profissional dedicado apenas para isso, se for necessário.

Na parte de dentro, adapte a cadeira, equipamentos e instrumentos odontológicos. Tudo deve ser pensado de modo a facilitar o posicionamento da pessoa, sem que haja perda de segurança ou conforto.

2. Considere as possíveis limitações físicas ao recomendar ações

Dependendo do quadro, uma recomendação simples de cuidado pode se tornar inviável. Pacientes com pouca coordenação motora, por exemplo, podem ter dificuldades de usar o fio dental.

A melhor alternativa, nesse caso, é o uso do mini-flosser ou da escova interdental, que garantirão ótimos resultados.

É importante estar preparado para sugerir variações, como pastas diferenciadas, escovas de dentes como as supracitadas e mesmo adaptações caseiras e funcionais. Quando isso acontece, o deficiente se sente mais disposto a se cuidar mais.

3. Estimule a independência no cuidado com a saúde bucal

Mesmo que o paciente tenha alguma limitação, é importante estimulá-lo a ter independência. Mesmo o ato de colaborar ativamente com o cuidador na hora da escovação, por exemplo, já pode ser considerado como agir de forma independente.

Demonstre que é do máximo interesse da pessoa que ela tenha dentes saudáveis e bonitos.

Ao explicar o porquê esse elemento é tão importante e qual é o papel dele nesse cuidado, é mais fácil contar com a colaboração.

4. Amplie a didática sobre os tratamentos

O que parece óbvio sobre a saúde da boca pode não ser tão simples para alguém com alguma deficiência cognitiva, por exemplo. Considere isso ao explicar sobre tratamentos e exames e redobre a didática.

Procure envolver o paciente e conduzi-lo em tudo o que será feito e como precisa ser realizado. Trate até mesmo de questões como escovação correta ou como as cáries podem surgir.

Agir desse modo não significa ser condescendente, mas, sim, garantir que a pessoa tenha total consciência sobre o próprio tratamento.

5. Realize um acompanhamento próximo da saúde bucal de deficientes

A saúde bucal de deficientes pode ser intensamente afetada tanto por questões físicas — como a restrição de movimentos — quanto por possíveis medicações. Alguns reduzem a produção salivar, levando ao favorecimento de cáries e outros problemas.

Não fazer um acompanhamento próximo faz com que os quadros tenham mais chances de surgir com grande intensidade. Para evitar esse quadro, o melhor é estimular o retorno frequente ao consultório. Como consequência, o tratamento se torna mais efetivo e o relacionamento, mais intenso.

6. Abra o diálogo com os cuidadores

É muito comum que pessoas deficientes contem com a ajuda de cuidadores, sejam eles profissionais ou da família. Por mais que a independência deva ser estimulada, não desconsidere a importância de falar com essas pessoas.

Abra um diálogo e explique também para os cuidadores o que deve ser feito, quais alternativas podem ser usadas e quais são as melhores práticas. Ao fazer isso, é possível garantir o máximo de segurança e efetividade.

Ao empregar esses cuidados, a saúde bucal de deficientes fica devidamente protegida, garantindo qualidade de vida. Gostou dessas informações? Então compartilhe o post nas suas redes sociais e ajude a aumentar a consciência sobre o tema!

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