Seminário sobre boca seca irá reunir especialistas em saúde no mês de janeiro de 2012.

 In Profissionais da saúde

Considerado um dos maiores eventos científicos e do mercado odontológico no mundo, a edição número 30 do CIOSP – Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo ( de 28 a 31 de janeiro de 2011 no Expo Center Norte), vai abordar um assunto de grande repercussão para a saúde do corpo e da boca – a questão da boca seca.

Os novos avanços científicos em saúde, mostram que a saliva é um líquido fundamental para a lubrificação da boca, a deglutição e ao início da digestão dos alimentos, a pronuncia de palavras, no auxílio da prevenção das cáries, das feridas da boca, dos problemas das gengivas, do mal hálito e de outras situações de repercussão à saúde.

Além disso, já se sabe do potencial da saliva para substituir o sangue em inúmeras coletas laboratoriais, tornando alguns exames de diagnóstico mais prático e confortáveis aos pacientes e aos técnicos dos laboratórios.

– Essa conjunção de conhecimentos e de interesses comuns das áreas de saúde torna importante a discussão desse tema em um evento dessa magnitude, atesta o Dr. Rodrigo G Bueno de Moraes, Mestre em Diagnóstico Bucal pela Universidade Paulista, membro internacional da American Academy of Periodontology e coordenador do simpósio sobre Boca Seca do 30o. CIOSP.

O Professor Rodrigo Bueno de Moraes lembra que já palestrou em eventos similares na área médica e acredita que essa será uma tendência da odontologia nos próximos anos.

– A visão da odontologia como parte da questão sistêmica que envolve o paciente é fundamental. Aquele que não tiver interesse nas questões multi e interdisciplinares terá dificuldades com o exercício da profissão nos anos futuros.

O alerta do Professor Rodrigo Bueno de Moraes não para por aí:

Prof. Rodrigo G Bueno de Moraes

– Não há como negligenciar que a diminuição ou ausência do fluxo de saliva é importante indicador da saúde da população e que as pessoas desconhecem o fato de que 1/3 da população irá padecer desse quadro em algum momento da vida. Isso facilita o surgimento de outras complicações da boca ou pode apontar para graves problemas da saúde associados a esse problema bucal, passível de diagnóstico pelo dentista.

A pouca ou nenhuma disponibilidade de saliva é mais um elemento para o aumento na suspeita de problemas da saúde como o diabetes, as carências nutricionais ou avitaminoses, a síndrome de Sjögren ( relacionada com a boca e o olho seco, sem falar de possíveis problemas reumatológicos), reflexo dos efeitos indesejados de algumas medicações, a hepatite C, a respiração bucal e outras situações prejudiciais a saúde.

Por essa razão, o seminário reunirá médicos, nutricionistas, inúmeros especialistas da odontologia e contará, ainda, com o depoimento de uma paciente que convive com as dificuldades diárias de secura bucal, além de outros sintomas médicos associados ao seu quadro de Síndrome de Sjögren ( ou Síndrome Seca – que envolve o olho seco e outras mucosas secas, seja da boca ou do trato urogenital, por exemplo).

– A odontologia entende que a secura bucal é um tema da sua rotina que levará as especialidades da saúde ( medicina, nutrição, fonoaudiologia, odontologia, psicologia, enfermagem e tantas outras relacionadas) a valorizarem essa reunião de conhecimentos em prol dos pacientes, diz Bueno de Moraes.

Uma das maiores estudiosas da halitose (ou mal hálito) no Brasil, a doutora Celi Vieira é uma das palestrantes do evento. Ela exalta o significado da boca seca para as ciências médicas.

–  A pouca ou nenhuma salivação é fator prejudicial a saúde, ao bem estar e a qualidade de vida. Ninguém quer conviver com as consequências indesejadas desse problema – dentre as quais a maior propensão ao mal hálito. É importante conhecermos as soluções e as opções de tratamento que atendem esse quadro bucal e que estão ao alcance dos profissionais de saúde e de pacientes bem orientados.

 

Na visão da Dra Teresa Márcia Morais – palestrante do evento e diretora do departamento de Odontologia da AMIB ( Associação Brasileira de Medicina Intensiva), os pacientes hospitalizados ( especialmente os alocados nas UTI´s) , são muito prejudicados por problemas bucais estimulados, entre outras coisas, pela baixa disponibilidade de saliva.

Dra. Teresa Márcia N. Morais

– A saliva é fundamental à vida. Meu trabalho com a odontologia nas UTI´s mostra que esses pacientes são menos providos de um fluxo adequado de saliva e que isso funciona como “uma espécie de impulso” para o crescimento dos problemas dentários e bucais, que podem agravar o estado geral desses pacientes.

Outro ?simposiasta?  é o Dr. Celso Emílio Tormena Júnior – mestre em Diagnóstico Bucal pela Universidade Paulista. Sua experiência com a hipersensibilidade dentinária aponta para maiores chances de ocorrência desse doloroso sintoma dentário com a existência, entre outras coisas, de xerostomia ( ou secura bucal ).

– A hipersensibilidade dentinária é um sintoma de inúmeras causas prováveis ou até mesmo associadas. A secura bucal é mais uma importante justificativa tanto ao surgimento, quanto ao agravamento desse sintoma. Essa discussão é um passo valioso em direção ao encaminhamento de inúmeras questões da saúde. A saliva é um grande elo que liga a rotina da odontologia com o restante do organismo.

 

Uma dos caminhos para a solução da secura bucal passa por um tema de interesse geral e que gera extremo prazer a nossa rotina de vida – a alimentação. A doutora Gisela Savioli nutricionista e especialista em saúde da mulher pela Faculdade de Saúde Pública da USP é mais uma ?simposiasta? que abrilhantará o seminário do dia 28/01/2012 sobre boca seca.

Dra. Gisela Savioli

– Pacientes propensos aos fenômenos de secura bucal podem reduzir esse desconforto seguindo padrões e recomendações nutricionais que melhor atendam as suas demandas. Essa é mais uma parcela importante da contribuição que a nutrição pode trazer para a saúde e o bem estar.

O chefe do setor de Olho Seco da Santa Casa de São Paulo, profissional de renome mundial no tema da Síndrome Seca – Dr. Sérgio Felberg, é o responsável por trazer o conhecimento médico para o simpósio.

Dr. Sérgio Felberg

Na visão do Doutor Felberg, as repercussões das medicações consumidas, do estado geral da saúde e do estilo de vida podem levar a algumas repercussões bucais – como a boca seca – que prejudicam ou são influenciadas por inúmeras questões médicas.

– Existem várias medicações que podem repercutir na quantidade e qualidade da salivação, do lacrimejamento e de outras secreções do corpo.

Além disso, problemas autoimunes (como a Síndrome de Sjögren), doenças infecciosas (como a Hepatite C), problemas respiratórios, alérgicos, metabólicos e outros – podem ter na variação do fluxo de saliva uma ferramenta importante para o fechamento de seus diagnósticos e possibilidades de tratamento. Ninguém melhor que o dentista, para auxiliar os outros segmentos da saúde nessa abordagem vinculada a secura bucal.

Finalmente, os ativadores do simpósio – doutora Marisa A C Marques ( mestre em odontologia pela Universidade Paulista – em estudo desenvolvido junto a equipe do Hospital do Câncer/ AC Camargo) e Dr. Frederico Buhatem  (diretor do departamento de odontologia da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo) vão trazer suas experiências com a odontologia para pacientes com graves problemas de saúde, bem como auxiliar na interação do público com os ?simposiastas?.

Dr. Frederico Buhatem Medeiros – SOCESP

– Vejo que os tratamentos da oncologia podem gerar sintomas bucais típicos – como a boca seca e que as opções para essa reposição estão em franco crescimento. Profissionais de saúde e pacientes precisam saber mais sobre isso. Dividir experiências e toda essa gama de conhecimentos é maior objetivo de um grande encontro como esse, dizem os ativadores – a doutora Mariza e o Doutor Frederico Buhatem da SOCESP.

ANOTE PARA NÃO ESQUECER: DIA 28/01/2012 às 16h no CIOSP

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