Parestesia: conheça os tipos, causas e tratamentos!

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Condição que afeta 5% dos pacientes odontológicos. Conheça neste artigo os tipos, causas e tratamentos para a parestesia!

A parestesia de forma geral pode afetar qualquer região do corpo, sendo mais comum em extremidades como braços, pernas e cabeça. Causando sensação de formigamento e dormência, a parestesia na região da cabeça é mais comum em pacientes que estão realizando algum tipo de tratamento odontológico.

Todo e qualquer procedimento médico tem riscos. A parestesia por sua vez é uma condição de baixa incidência, ela atingindo apenas 5% dos pacientes de dentistas, além disso a grande maioria dos casos se solucionam naturalmente em até 2 anos.

A parestesia tem as mesmas chances de ocorrer que algumas outras complicações como: inflamações, hemorragias e alveolite.

Casos que a parestesia é causada pela compressão dos nervos pós cirurgia são responsabilidade do dentista. O profissional deve realizar exames antes de qualquer intervenção a fim de evitar transtornos e avisar ao paciente caso seja inevitável.

Tipos de parestesia

Em todos os tipos de parestesia os principais sintomas incluem dormência, formigamento, pressão, coceira e sensação de frio no local. As sensações são muito parecidas com as da anestesia local. Na parestesia oral pode ocorrer aumento na salivação e dificuldades na fala.

Parestesia Oral

A condição quando bucal pode afetar os lábios, queixo e até a língua. Na maioria dos casos a condição desaparece com todos os sintomas em até 24 meses. Em pessoas que os nervos foram completamente rompidos durante a cirurgia, a parestesia é definitiva, o que é muito mais raro.

As causas mais comuns para a parestesia oral são:

  • Anestesias feitas no nervo alveolar inferior;
  • Fraturas na região do maxilar;
  • Cirurgia ortognática;
  • Compressão no nervo;
  • Extração dentária;
  • Cirurgias para tratar lesões na raiz dentária;
  • Implantes feitos perto do nervo.

Parestesia Temporária

A pressão do nervo lingual ou alveolar inferior pode causar a dormência temporária pois interrompe a comunicação com o corpo, gerando os sintomas listados acima.

Também pode ser chamada de parestesia temporária a sensação de dormência quando passamos muito tempo com as pernas ou os braços cruzados.

A condição temporária causa incômodo por pouco tempo, logo que é desfeita a pressão, ela tende a desaparecer.

Parestesia Crônica

Mais comum em pacientes idosos, a parestesia crônica costuma ser indicativo de problemas de circulação. Doenças graves como aterosclerose, artrite reumatóide, artrite psoriática e síndrome do túnel carpal tem como indicativo a condição crônica.

As áreas mais afetadas costumam ser braços e pernas.

Como tratar?

Em casos temporários ou após cirurgias orais que não houve danificação do nervo, os sintomas desaparecem naturalmente em alguns dias junto com o inchaço.

Durante a recuperação é recomendado que os cuidados de higiene sejam feitos com delicadeza e escovas de cerdas macias para evitar machucados no local. Durante a fala, os pacientes com a condição oral devem tomar cuidado para não morder a língua e bochechas.  

Quando existe um dano grave ao nervo, o tratamento pode ser feito com o uso de vitaminas prescritas pelo dentista (normalmente complexo A e B) e laserterapia feita no próprio consultório.

Com ação anti-inflamatória, a laserterapia, regenera o nervo mais rapidamente e a sensibilidade retorna.

É importante salientar que a condição não deve ser comparada a paralisia. A paralisia causa a impossibilidade de movimentos e a parestesia apenas a falta de sensibilidade.

Sofre com o problema ou conhece alguém que está passando por isso? Compartilhe este post nas redes sociais e ajude um amigo!

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