Úlceras bucais: o que são e como tratar?

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Você provavelmente já teve uma úlcera traumática e nem sabia disso. Seu nome popular é conhecido como Afta. Conheça as causas e tratamento.

Essas lesões são, geralmente, curadas espontaneamente, apesar de muito dolorosas, e uma boa higiene bucal com alguns cuidados com a alimentação, podem prevenir o problema.

No artigo de hoje, vamos falar sobre as causas, sintomas e tratamento para úlceras bucais. Além de explicar como preveni-las e quando elas podem ser sinal de algo mais sério.

Boa leitura!

O que são úlceras bucais?

Úlceras bucais são lesões brancas ou cinzas, de contorno vermelho, que acomete as mucosas da boca.

Há dois tipos de úlcera bucal, a úlcera traumática e a estomatite aftosa recorrente — essa última se subdivide em 3 tipos, de acordo com suas características de tamanho, contorno e gravidade: úlcera aftosa menor, úlcera aftosa maior e úlcera herpetiforme.

Úlcera traumática

Está relacionada a um trauma, sendo que, na maioria das vezes, há uma causa conjunta para seu aparecimento, seja física, química ou térmica.

Úlcera aftosa menor

É o tipo mais frequente e pode se manifestar como uma única afta ou várias úlceras. É comum aparecer nos lábios, língua e bochechas, mas, também acometem as gengivas, palato e fundo de sulco vestíbulo (região logo abaixo dos dentes).

São pequenas, medindo entre 2 e 3 milímetros, por isso, podem passar despercebidas.

Úlcera aftosa maior

É uma manifestação mais severa e mais extensa, tendo mais que um centímetro e contorno irregular. São, ainda, mais dolorosas e profundas e também levam mais tempo para se curar — de algumas semanas a até meses. Afetam as mesmas áreas que a úlcera menor e podem deixar cicatrizes.

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Úlcera herpetiforme

Nesse tipo de úlcera aparece um grande número de lesões, sendo muito parecidas com as feridas do herpes primário — com a diferença de não causar estomatite gengival.

É uma forma menos comum, respondendo por cerca de 5% dos casos de úlceras bucais.

Quais são os sintomas?

As lesões são os principais sintomas de úlceras orais. Elas podem ser assintomáticas ou gerar grande dor e desconforto, dificultando a mastigação e deglutição dos alimentos e, podendo interferir até mesmo na fala.

Também pode aparecer febre, inchaço dos gânglios linfáticos e lentidão física.

Quais são as causas?

As úlceras bucais têm causas variadas. Entre as mais comuns, estão:

  • trauma por excesso de força na escovação;
  • consumo de alimentos muito quentes ou muito frios;
  • baixa no sistema imunológico — gestantes e pessoas com HIV têm mais predisposição para ter aftas;
  • carência de vitaminas, como ferro e ácido fólico (B12);
  • estresse;
  • mudanças hormonais, como no ciclo menstrual;
  • predisposição genética;
  • agentes infecciosos, como fungos e bactérias;
  • sensibilidade a alimentos ácidos, como abacaxi e laranja.

Como é feito o tratamento?

Geralmente, as úlceras orais desaparecem sem a necessidade de nenhuma intervenção. Nos casos mais simples, as lesões se curam espontaneamente de 5 a 15 dias.

Quando demoram mais tempo para sarar ou são mais graves, o dentista pode prescrever bochechos com corticoide (elixir de dexametasona) ou o uso de gel de fluocinonida.

Bicarbonato de sódio e leite de magnésia também podem ser indicados, assim como os suplementos vitamínicos, quando a causa estiver relacionada à falta de nutrientes.

Como evitar as úlceras bucais?

Manter uma boa higiene oral, usando uma escova macia e passando corretamente o fio dental, reduz os riscos das úlceras traumáticas, por exemplo.

Evitar o consumo de alimentos que irritam a mucosa da boca, como comidas e bebidas ácidas, muito condimentadas ou em temperaturas extremas, é outra forma de prevenir o problema.

Quando as úlceras bucais são preocupantes?

Quando ocorrem repetidas vezes ou demoram mais que seis semanas para a cura, as úlceras podem ser sinais de algo mais sério, e é preciso consultar o dentista para avaliação.

câncer de boca pode se manifestar como uma úlcera bucal, por isso, em caso de suspeita, é preciso fazer uma biópsia para confirmar se a lesão é maligna ou benigna.

Doença celíaca, doença de Behçet e doença inflamatória no intestino também podem causar esse tipo de lesão.

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